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LG: crescimento nulo em 2009 já é considerado bom diante da crise

Embora o mercado brasileiro de telefonia móvel esteja em alvoroço, com as operadoras expandindo suas áreas de cobertura e a tecnologia de terceira geração (3G) dando vazão à demanda reprimida por banda larga, os fabricantes de celulares já esperam para 2009 um crescimento nulo na venda de aparelhos. Mesmo assim, executivo de empresas como Nokia e LG Electronics acreditam que, mesmo em caso de estagnação deste mercado, o Brasil estará em posição favorável em tempos de crise.

Agência Estado |

Para o diretor de vendas da fabricante coreana LG Electronics, Carlos Mello, se as vendas de dispositivos móveis empatarem no Brasil, tanto em volume quanto em valores monetários, já "está bom". Para o Natal de 2008, ele espera um cenário "favorável, apesar da crise". "As operadoras esperam um fim de ano forte e os pedidos feitos nos permitem entregar o que foi planejado", observou Mello. Hoje de manhã, o presidente da Nokia, Almir Narcizo, também disse esperar que o mercado de celulares feche 2009 sem expansão, situação que, para ele, pode ser considerada positiva, tendo em vista o impacto da crise global e o aquecimento das vendas no exercício corrente, que cria uma base alta de comparação.

Em entrevista concedida durante a Futurecom 2008, Mello, da LG, projetou vendas entre 47 milhões e 49 milhões de celulares pelas fabricantes que atuam no País, dos quais a LG planeja vender 12 milhões, o que daria à empresa de origem coreana cerca de 25% de participação de mercado. Da produção da LG, entre 10% e 15% é exportada para a América do Sul. "Os números ainda não estão fechados e estão sob avaliação por conta do cenário de turbulência", afirmou. Para 2009, a expectativa é de que a fabricação nacional de celulares alcance os 45 milhões, conforme a LG.

O diretor de Marketing da LG, Eduardo Toni, complementou que a empresa, embora esteja atenta aos movimentos do mercado, mantém todos os seus planos de investimento no País. "A crise afeta, mas não da forma catastrófica ou fantasmagórica", disse, lembrando que quase a totalidade dos componentes de celulares é importada.

A LG desistiu da idéia de produzir no Brasil, até o fim do ano, modems USB para acesso à banda larga pela rede móvel. Mello evitou relacionar a decisão da empresa com a alta do dólar. Mas observou que a LG planejava, no começo, importar o primeiro lote para testar o mercado, tática que poderia ser revista com a mudança de patamar da moeda. Mesmo sem indicar se a LG mantém sua intenção de fabricar os minimodems em solo brasileiro, alegando que o projeto ainda está em estudo, Mello afirmou que este é um mercado em forte expansão. "Tem que ver se vale a pena (produzir localmente) sob o ponto de vista de custos. Mas temos um parque industrial capaz de suprir este mercado", destacou Mello, dizendo que o mercado de modems no Brasil, com as tecnologias 2G e 3G, deve fechar com três milhões de unidades e triplicar no ano que vem.

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