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Lentidão cai 74% na Bandeirantes

No primeiro dia do rodízio de caminhões nas margens do Anel Viário de São Paulo, a lentidão caiu 74% na Avenida dos Bandeirantes, 16% na Marginal do Pinheiros e 5% na Marginal do Tietê, em comparação com 30 de julho de 2007. Escolhemos essa data como referência para a comparação por apresentar as mesmas condições deste ano: uma segunda-feira de volta às aulas, com rodízio, afirmou o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes.

Agência Estado |

Mas vale ressaltar que a comparação não é de todo válida: as escolas particulares não voltaram às aulas ontem - neste ano, elas voltarão paulatinamente entre quinta-feira e o dia 4, levando em conta as férias dos professores.

Conforme o único balanço divulgado até as 20 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) multou 476 caminhões, entre 7 e 10 horas - ou seja, 2,6 infrações por minuto. A restrição municipal, que já era válida para todos os veículos, passou a incluir as Marginais do Pinheiros e do Tietê, Avenida dos Bandeirantes e outras sete vias que formam as bordas do chamado centro expandido da capital, que tem 152 quilômetros. "Não houve represamento de caminhões nas estradas e Marginais, quando foi liberado o trânsito. O fluxo se diluiu normalmente", disse o secretário.

Moraes não soube dizer, porém, se a medida trará mudanças nos picos da tarde. A restrição para carga e descarga no centro expandido, que completa amanhã um mês, conseguiu reduzir em 35% a lentidão no rush da manhã, mas a mudança foi praticamente imperceptível a partir das 17 horas.

Já o prefeito Gilberto Kassab (DEM) disse ontem que, se reeleito, restringirá ainda mais o trânsito de caminhões. Ele pretende proibir totalmente a circulação nas Marginais do Pinheiros e do Tietê quando o Trecho Sul for concluído, em 2009. "O Rodoanel está sendo feito para isso. O rodízio é uma medida paliativa."

Multas

O primeiro caminhoneiro a ser multado ontem, em um dos 45 pontos de fiscalização, foi Valfrido Caetano de Souza, de 66 anos. A multa por desrespeito ao rodízio municipal de veículos é de R$ 85,13. Às 7h10, ele encostou seu caminhão na base da CET entre as Pontes dos Remédios e Anhangüera, na Marginal do Tietê, sentido Rodovia Ayrton Senna. "Não sabia do rodízio."

A justificativa de Souza, que veio do Paraná para carregar o caminhão com metal e fazer a entrega em Jacareí, no Vale do Paraíba, foi a mesma dada pela maioria dos autuados. Os caminhoneiros reclamaram da falta de orientação quanto ao rodízio para caminhões. O secretário dos Transportes limitou-se a dizer que "todos tiveram tempo de se adequar".

Outros caminhoneiros sabiam da restrição, como Marcos Sandoval, de 44 anos, cuja placa de seu caminhão era de final 2. Ele disse que saiu por volta das 4 horas de Santos, no litoral paulista, para levar produto químico para Paulínia, no interior. "Peguei muito trânsito e só conseguir chegar a São Paulo às 7 horas."

No posto de gasolina Sakamoto, às margens da Via Dutra, em Guarulhos, os funcionários já tinham até ordem para orientar os caminhoneiros sobre o novo rodízio. "Falei com mais de cem daqueles que têm placas que terminam em 1 e 2 (os que tinham circulação restrita ontem) sobre as novidades e a maioria não sabia. Pelo visto, não iriam deixar de entregar as mercadorias", disse Reginaldo França, caixa do estacionamento do posto, que recebe de 300 a 400 caminhões por dia. "Mas é só pegar no bolso que vão respeitar."

A fiscalização é feita por 125 agentes nas vias que delimitam o Anel Viário e por 25 radares de Leitura Automática de Placas (LAP), que já flagram automóveis. As informações são do O Estado de S. Paulo

*C/ Vitor Hugo Brandalise, Bárbara Souza e Jones Rossi

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