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Lenovo prevê prejuízo e anuncia demissões; ação cai 26%

As ações da fabricante de microcomputadores chinesa Lenovo fecharam o pregão da Bolsa de Hong Kong com queda de 26% depois que a companhia emitiu um alerta de lucros por causa de uma redução na demanda global e disse que planeja cortar 11% da sua força de trabalho. Em dezembro, a empresa desistiu de comprar a Positivo, após a companhia brasileira recusar uma oferta de R$ 18 por ação.

Agência Estado |

A Lenovo informou que espera registrar uma perda material para o período outubro-dezembro, seu terceiro trimestre fiscal. A empresa planeja demitir 2.500 dos cerca de 23.200 empregados, incluindo executivos e funcionários administrativos, além de fundir operações na China, na Ásia-Pacífico e na Rússia e reduzir a remuneração de executivos e bônus por desempenho. A porta-voz da Lenovo, Angela Lee, disse que nenhuma das demissões ocorrerá na China, mas não deu mais detalhes.

A companhia anunciou que prevê um encargo de reestruturação antes de impostos de US$ 150 milhões no quarto trimestre do atual ano fiscal, que termina em março. "O faturamento e o lucro bruto diminuíram significativamente de um ano para o outro devido à proporção relativamente elevada de vendas no segmento comercial, que experimentou uma redução mundial da demanda", afirmou, num comunicado, o presidente da Lenovo, Yang Yuanqing. "A desaceleração da economia chinesa também afetou o que historicamente tem sido o principal mercado para o grupo", acrescentou.

Em novembro, a Lenovo anunciou que seu lucro líquido no segundo trimestre fiscal havia diminuído 78% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 23,4 milhões, por causa da desaceleração das vendas de microcomputadores. As informações são da Dow Jones.

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