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Leilão para estações coletoras para biomassa será em 24 de novembro

Brasília, 23 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje o edital do primeiro leilão de concessão das chamadas estações coletores, que são sistemas de transmissão de energia destinados a conectar usinas de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao sistema elétrico brasileiro. Nesse primeiro leilão, marcado para o dia 24 de novembro, às 10 horas, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, serão licitadas estações coletores que ligarão à rede elétrica nacional 27 usinas de biomassa localizadas em Goiás e Mato Grosso do Sul.

Agência Estado |

Essas usinas, que terão potência de aproximadamente 2.000 megawatts (MW) no total, participaram em agosto do primeiro leilão de energia voltado exclusivamente para usinas que geram energia a partir de biomassa. No caso deste leilão, essas centrais são, principalmente, usinas de álcool que vão, agora, entrar no mercado de energia elétrica processando bagaço de cana-de-açúcar.

As usinas produtoras de álcool estão, em alguns casos, localizadas em regiões afastadas dos linhões da rede nacional de energia. Essa falta de conexão delas com o sistema era apontada como um dos principais obstáculos para que os usineiros entrassem no mercado de energia elétrica. A solução encontrada pelo governo foi a de oferecer às empresas que lidam com transmissão a possibilidade de construírem e operarem as estações coletoras.

No leilão do próximo 24 de novembro, serão oferecidas aos investidores que construirão as linhas três lotes de informações de acesso às usinas de biomassa. Todos os lotes incluem linhas de transmissão propriamente ditas - da rede nacional -, subestações e as pequenas linhas, que, funcionando como ramais, sairão de cada uma das usinas para se conectarem ao sistema elétrico brasileiro interligado.

Ao todo, serão licitadas nove linhas e nove subestações para o sistema interligado nacional, cinco linhas e 13 subestações que serão compartilhadas pela usinas de uma mesma região, e 20 linhas exclusivas para as usinas se conectarem à rede nacional.

A remuneração dos investimentos, a serem feitos pelos transmissores, será proporcional: a parte do investimento que tiver sido destinada a novas linhas incorporadas ao sistema nacional será rateada entre todos os consumidores do País; as instalações que serão compartilhadas entre as usinas serão rateadas entre elas; e, além disso, cada usina pagará pelas pequenas linhas individuais de conexão à rede nacional.

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