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Leilão de rodovias em SP tem deságio de 6% a 55%

SÃO PAULO - O leilão de rodovias estaduais feito hoje pelo governo de São Paulo mostrou que ainda há disposição dos empresários para investir em infra-estrutura, mesmo com cenário de crise financeira internacional. Os consórcios participantes aceitaram deságios de 6% a 55% para arrematar os cinco lotes de rodovias oferecidos.

Valor Online |

A oferta menor de crédito também não afastou as empresas da disputa, mesmo considerando que elas terão que fazer um desembolso de cerca de R$ 700 milhões, no ato da assinatura do contrato, e um montante total de R$ 3,498 bilhões nos próximos 18 meses, a título de outorga para obter a concessão.

O modelo previa uma outorga fixa e que o vencedor do leilão seria o grupo que oferecesse o menor valor de pedágio para os trechos de pista dupla. O teto estabelecido no edital era de R$ 0,107910 por quilômetro para pista dupla e de R$ 0,077078 para pista simples. O deságio aplicado para a pista dupla seria aplicado também no caso da pista simples.

O primeiro lote do dia, envolvendo um trecho de cerca de 450 quilômetros da rodovia Raposo Tavares, entre Bauru e Presidente Prudente, foi arrematado pelo consórcio Invepar OAS. O grupo propôs o valor de R$ 0,090525 por quilômetro, um deságio de 16,11%. A vencedora da concessão terá que fazer melhorias em 389,8 quilômetros de estradas vicinais. A outorga custará R$ 634 milhões no prazo de 18 meses, sendo 20% na assinatura do contrato. O investimento determinado para esse trecho é de R$ 1,803 bilhão ao longo de 30 anos.

O segundo lote, que engloba o trecho Oeste da Marechal Rondon, ficou com o Consórcio BR Vias SP. O grupo propôs receber R$ 0,064099 por quilômetro nos pedágios do trecho de 417 quilômetros da rodovia, que passa por Bauru, Lins, Araçatuba e Andradina. O deságio foi de 40,59%. Além disso, o consórcio terá que cuidar de 243,8 quilômetros de estradas vicinais. A empresa terá de pagar uma outorga de R$ 411 milhões no prazo de 18 meses, sendo 20% à vista. A BR Vias também será responsável por investir R$ 1,312 bilhão durante os 30 anos da concessão.

Na disputa pelo trecho Leste da Marechal Rondon, o vencedor foi o consórcio Brasinfra, formado pelas empresas Cibe Rodovias, Ascendi e Leão & Leão. O grupo propôs receber R$ 0,093774 por quilômetro, um deságio de 13,09%, no trecho de 415 quilômetros da rodovia, entre as cidades de Campinas e Bauru, passando por Itu, Salto e Botucatu. Além disso, terá que cuidar de 201,8 quilômetros de estradas vicinais. A empresa terá de pagar uma outorga de R$ 517 milhões no prazo de 18 meses, sendo 20% à vista. A grupo também será responsável por investir R$ 1,612 bilhão durante os 30 anos da concessão.

No lote mais disputado do dia, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) foi a vencedora. Ela propôs receber R$ 0,048560 por quilômetro nas tarifas de pedágio do corredor formado pelas rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, o que representa um deságio de 54,99% - o maior verificado nos cinco lotes do leilão. Seis consórcios apresentaram propostas para essa etapa da licitação. A TPI será responsável pela administração de um trecho de 142 quilômetros deste corredor, que liga a capital São Paulo à região de Taubaté, passando por Mogi das Cruzes, Jacareí e São José dos Campos. A empresa terá de pagar uma outorga de R$ 594 milhões no prazo de 18 meses, sendo 20% à vista. O grupo também será responsável por investir R$ 903 milhões durante os 30 anos da concessão.

No último leilão do dia, não houve disputa propriamente dita. A vencedora foi a Odebrecht, que ganhou a licitação para explorar a rodovia Dom Pedro I ao oferecer um deságio de apenas 6,01% sobre o preço máximo do leilão. Ela vai cobrar R$ 0,101414 por quilômetro. A Triunfo Participações, que também havia apresentado proposta para a rodovia, retirou a oferta pouco antes da abertura dos envelopes.

A Odebrecht será responsável pela administração de um trecho de 297 quilômetros deste corredor, que liga a região do Vale do Paraíba e Campinas, passando por Itatiba e Paulínia. Além disso, terá que cuidar de 81,4 quilômetros de estradas vicinais. A empresa terá de pagar uma outorga de R$ 1,342 bilhão no prazo de 18 meses, sendo 20% à vista. O grupo também será responsável por investir R$ 2,410 bilhões durante os 30 anos da concessão.

(Valor Online)

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