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Definidos os rumos do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira e da usina nuclear de Angra 3, o próximo grande desafio do Brasil será tirar do papel o polêmico projeto de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Idealizada há 33 anos, a usina de 11 mil megawatts (MW) - quase uma Itaipu - é a grande aposta do governo federal para dar continuidade à expansão do parque gerador brasileiro e garantir o abastecimento do País sem problemas nos próximos anos.

Pelo planejamento do governo, em 2020 a usina sozinha deverá ser responsável por 6,4% do fornecimento nacional.

A expectativa é que Belo Monte seja leiloada em setembro de 2009, já com a licença prévia liberada, destaca o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Mas não será uma tarefa fácil cumprir esse cronograma. O projeto, elaborado pela Eletronorte (subsidiária da Eletrobrás), sempre foi marcado por manifestações contrárias de índios, ribeirinhos, ambientalistas e celebridades nacionais e internacionais, como o cantor Sting. Recentemente, um engenheiro da Eletrobrás foi agredido por índios durante uma palestra aos moradores da região de Altamira, no Pará.

De acordo com ambientalistas, além de alagar terras indígenas, o empreendimento provocaria um aumento incontrolável de população na região e seria responsável por danos irreversíveis à Amazônia. Para reduzir os impactos ambientais, a estatal Eletronorte fez várias alterações no projeto e conseguiu reduzir de 1.200 quilômetros quadrados (Km²) para 440 Km² a área alagada, sendo 200 Km² da própria calha do rio durante a cheia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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