Nos próximos meses, caso seja comprovada uma redução no número de acidentes por causa da implementação da Lei Seca, os motoristas devem sentir a mudança também no bolso: segundo o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Jayme Garfinkel, junto com a diminuição nos acidentes, cairá o preço do seguro dos automóveis. Se houver menos vítimas de acidentes de trânsito, e baixarem os sinistros por colisões, isso vai impactar o preço do seguro, disse Garfinkel.

Segundo o presidente da Fenseg, o prazo para que o mercado reavalie os preços é de três meses.

O advogado Antônio Penteado, especializado em seguros, explica, porém, que a queda no número de acidentes não será sentido no bolso do consumidor na mesma medida que uma possível queda nos acidentes. "Caso o número de acidentes caia 10%, por exemplo, para o consumidor a queda deve representar, a princípio, desconto de 4% a 5% no seguro." Isso ocorre porque há uma parcela de acidentes causados por motoristas embriagados cujos prejuízos acabam sendo pagos pelas seguradoras.

De acordo com a Fenseg, as indenizações pagas por causa de colisões (com perda total ou parcial) representaram 54% (R$ 2,5 bilhões) dos desembolsos totais no ano passado. Roubo e furto são a segunda causa de indenizações, cerca de 42% do total dos pagamentos de 2007. Apesar da tendência de queda, o presidente da Fenseg lembra a última ocasião em que isso ocorreu: em 1997, na implementação do Código de Trânsito Brasileiro, os acidentes caíram, mas voltaram a subir - e os preços dos seguros continuaram, basicamente, os mesmos.

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