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Lehman tem perda de US$ 4 bilhões

O banco de investimentos americano Lehman Brothers, o quarto maior do país, registrou prejuízo de US$ 3,9 bilhões, ou US$ 5,9 por ação, no terceiro trimestre fiscal. O Lehman é um dos focos de tensão no mercado no momento.

Agência Estado |

Investidores temem que não consiga honrar seus compromissos e acabe quebrando.

Originalmente, a divulgação do resultado trimestral do banco estava marcada para a próxima quinta-feira, mas foi antecipada por causa dos rumores cada vez mais fortes de que a instituição sucumbirá à crise que enfrenta. O movimento do Lehman, no entanto, não aliviou a situação de seus papéis na Bolsa de Nova York. Depois de derreter 45% terça-feira, as ações perderam ontem 6,9%.

O banco disse, ainda, que vai separar do grupo principal a maior parte de seus ativos imobiliários, colocando-os numa companhia aberta no primeiro trimestre de 2009, numa decisão que vai em larga medida reduzir sua exposição ao setor.

O Lehman também pretende vender uma participação majoritária na divisão de gerenciamento de ativos. Em comunicado, disse que continua "comprometido" em examinar alternativas estratégicas para maximizar o valor para os acionistas.

O colunista Paul Jackson, do site especializado em notícias e análises sobre o setor de financiamento hipotecário housingwire.com, informou que o Lehman tem algo a seu favor que o Bear Stearns não tinha em março, imediatamente antes de seu colapso: o programa de crédito facilitado PDCF (Primary Dealer Credit Facility, do Federal Reserve, o BC americano).

"O programa foi estabelecido depois do colapso do Bear Stearns, para permitir que os bancos de Wall Street tivessem acesso a recursos na eventualidade de um derretimento dos preços das ações, o que deu ao Lehman tempo para buscar uma solução para um prazo mais longo", escreveu Jackson.

Ele ressalvou que, "quanto mais tempo o Lehman depender do PDCF, é mais provável que cresça a especulação de que uma intervenção federal é iminente".

A agência de classificação de risco Moodys colocou em revisão, sem direção definida, os ratings de longo prazo do Lehman Brothers e de suas subsidiárias. Os ratings de curto prazo foram colocados em revisão para possível rebaixamento. Um dos fatores que, segundo a Moodys, justificaram a mudança foi o balanço trimestral.

O anúncio da Moodys veio um dia depois de suas concorrentes Standard & Poors e Fitch informarem que vão manter os ratings do Lehman em observação com implicações negativas.

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