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Lehman e Merrill já criticaram gestão do País

Os bancos de investimentos Lehman Brothers e Merrill Lynch, que tanto exigiram responsabilidade fiscal do Brasil, quebraram nesta semana. Depois da desvalorização do real, em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, o então economista-chefe para mercados globais do Lehman Brothers, John Llewellyn, apontou o País como uma das possíveis zonas de choque para a economia global e previu a volta do velho Brasil, com a inflação subindo a 85% naquele ano e 150% no seguinte, mostrando que os países são muito mais prisioneiros de suas próprias histórias do que pensávamos.

Agência Estado |

O Merrill Lynch, apesar de considerar, na mesma época, que o Brasil estava melhorando, declarou que os fundamentos brasileiros "permanecem fracos". "Em particular, a situação fiscal provavelmente permanecerá frágil no médio prazo, até que mais medidas estruturais sejam instituídas; dito isso, acreditamos que o Brasil deve terminar bem próximo das metas primárias de superávit fiscal de 99 estabelecidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)", aconselhava nota assinada por analistas do banco.

Durante as eleições de 2002, por exemplo, o medo do mercado financeiro das previsões pessimistas dos bancos internacionais, centradas nas possibilidade de que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva chegasse à presidência da República, elevaram o risco Brasil, que era de 700 em março, para 2.031pontos, às vésperas da votação. O dólar comercial, na mesma semana, estava sendo vendido a R$ 3,70 e já acumulava alta 59,76% no ano e de 19,35% nos 30 dias anteriores.

As previsões do Lehman Brothers também não eram otimistas em relação a uma vitória do petista. "O risco político vem afetando os títulos brasileiros nos últimos dias. Mas a preocupação agora é de que (o candidato do PSDB José) Serra cairá mais ainda nas próximas pesquisas", afirmou, em maio de 2002, o estrategista-chefe de Dívida de Mercados Emergentes, do banco, Marco Santamaria.

A instabilidade causada pelo temor do mercado chegou a afetar países vizinhos. "Temos também um problema de contágio na América Latina, provocado não pela Argentina, que está fora do radar, mas pelo Brasil", explicou, no período, o então economista do banco ABN Amro, Arturo Porzecanski.

O maior banco de investimentos americano, Goldman Sachs, que também foi afetado pela crise, também já deu sugestões sobre como a economia brasileira deveria ser conduzida - as ações da instituição caíram 13,92% quarta-feira e 5,68% ontem. Depois da desvalorização do real, em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, Paulo Leme, diretor do banco, disse que, para estabilizar a dívida pública em 46,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o objetivo do governo, seria necessário um superávit fiscal adicional de 1,7% do PIB, além de uma redução de 4,8% do PIB no estoque da dívida.

"Para isso, o Brasil teria de privatizar empresas como Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, obtendo cerca de US$ 30 bilhões para abater a dívida," afirmava. Segundo ele, esse cenário seria possível apenas com o estabelecimento das novas âncoras e seria "politicamente difícil, mas possível".

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