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Lehman Brothers provoca estragos nas Bolsas asiáticas

Um dia depois do anúncio do pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o efeito foi sentido nas principais Bolsas da Ásia, que estavam fechadas na segunda-feira por um feriado.

AFP |

Tóquio, Xangai, Hong Kong e Seul foram muito afetadas pela crise.

A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em forte retrocesso de 4,95%.

O índice Nikkei 225 perdeu 605,72 pontos, a 11.609,72, o menor nível desde 8 de julho de 2005.

As ações de grandes bancos japoneses, como Mizuho Financial Group, Mitsubishi UFJ Financial Group, Sumitomo Mitsui Financial Group, Aozora Bank e Resona Holdings, alguns deles importantes credores do Lehman Brothers, foram as mais prejudicadas.

A filial japonesa do Lehman Brothers também pediu concordata nesta terça-feira, com um passivo de quase 35 bilhões de dólares, o que representa o segundo maior procedimento de falência no Japão desde 1945.

O Banco do Japão (BoJ) anunciou a injeção de 25 bilhões de dólares no sistema bancário.

A Bolsa de Xangai registrou forte queda de 4,47%. Além do Lehman Brothers, o mercado chinês também foi afetado pelo corte dos juros anunciado pelo Banco da China.

O índice Xangai Composite, que inclui valores dos tipos A e B, perdeu 93,04 pontos, a 1.986,64 unidades.

A Bolsa de Taiwan também registrou grande retrocesso, com a perda de 4,89%, a 5.756,59 pontos, o menor nível em quase três anos.

O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong encerrou a sessão de terça-feira em baixa de 5,4%.

O Hang Seng perdeu 1.052,29 pontos, a 18.300,61 unidades no fechamento.

O mercado europeu também manteve a tendência de baixa. Nas negociações da manhã, o índice FTSE 100 de Londres perdia 1,44%, o Dax de Frankfurt perdia 1,53% e o índice CAC 40 de Paris retrocedia 1,29%.

O Banco Central Europeu (BCE) injetou nesta terça-feira 70 bilhões de euros no mercado monetário da zona euro para acalmar as tensões provocadas pela crise bancária nos Estados Unidos.

A quantia representa mais que o dobro do valor injetado pelo BCE na segunda-feira, por meio de uma operação de refinanciamento excepcional similar.

A participação foi muito forte, já que 56 bancos solicitaram créditos. A soma total dos pedidos chegou a 102 bilhões, segundo um comunicado do BCE destinado aos mercados.

O Banco de Inglaterra anunciou por sua parte que injetará 20 bilhões de libras (25 bilhões euros, 35,6 bilhões de dólares) no mercado monetário britânico.

afp/fp

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