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Legisladores americanos iniciam novas negociações para plano de resgate

Paco G.Paz.

EFE |

Washington, 26 set (EFE) - Os legisladores dos Estados Unidos iniciaram hoje uma nova e intensa rodada de negociação de um resgate financeiro, com um moderado otimismo dos democratas e do presidente americano, George W. Bush, mas com a dura oposição dos republicanos mais conservadores.

Os congressistas e senadores trabalham contra o relógio para fechar um acordo sobre o pacote de medidas elaborado pelo Governo com um valor de US$ 700 bilhões, e que permitirá aos bancos de Wall Street se livrar de sua dívida "nociva".

No entanto, as posturas seguem opostas, como ficou em evidência no tumultuado dia de quinta-feira, quando um grupo de republicanos da Câmara Baixa rejeitou, repentinamente, o princípio de acordo que um grupo de líderes dos dois partidos tinha alcançado antes.

A oposição deste grupo levou ao fracasso da reunião sem precedentes convocada por Bush na Casa Branca com os dois candidatos à sua sucessão, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, e com líderes dos dois partidos.

A tensão do encontro de quinta-feira provocou alguns momentos curiosos, como quando o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, se ajoelhou diante da presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, para pedir que não se oponha ao programa de resgate.

Segundo o jornal "The New York Times", Pelosi disse que não eram os democratas que estavam colocando empecilhos ao acordo, e sim os republicanos. "Sei, sei", respondeu Paulson.

Hoje, os conservadores mantêm sua posição, como destacou o líder republicano na Câmara Baixa, John Boehner, que disse que sua missão era "proteger os contribuintes" e que, portanto, se recusa a apoiar o desembolso de US$ 700 bilhões dos cofres públicos.

Em uma tentativa de avançar, o Congresso decidiu concentrar a negociação em quatro pessoas, que ficarão encarregadas de limar as diferenças, como são os democratas Chris Dodd e Barney Frank, e os republicanos Judd Gregg e Roy Blunt, este último pertencente ao grupo mais contrário ao acordo.

Os republicanos mais conservadores colocaram sobre a mesa um plano alternativo, que consiste em uma combinação de cortes de impostos e um seguro que cubra a "dívida tóxica" dos bancos, e que permita liberar este capital nos mercados.

A oposição dos mais conservadores está desacelerando as negociações, apesar de os democratas e de o próprio Bush terem se mostrado, hoje, um pouco mais otimistas e conciliadores.

"Vamos conseguir aprovar o pacote. Estaremos à altura das circunstâncias. Republicanos e democratas trabalharão unidos para aprovar um plano de resgate substancial", disse o presidente.

Pouco depois, o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, apontou, nesta mesma linha: "Vamos conseguir isso e vamos prolongar as sessões até consegui-lo", disse, jogando por terra os planos iniciais do Congresso de iniciar hoje um recesso até as eleições, em 4 de novembro.

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, coincidiu com Reid em que o ideal seria obter um acordo antes que o mercado de Wall Street abra suas portas na segunda-feira.

Com seus esforços, os legisladores estão tentando fechar as feridas abertas na quinta-feira, quando se tornou evidente a incapacidade dos dois lados de aproximar posições.

O democrata Harry Reid jogou hoje parte da culpa pelo fracasso de ontem em McCain, a quem acusou de ir à mesa de negociação com a intenção de transformá-la em uma plataforma eleitoral.

Reid afirmou em entrevista coletiva que a presença do candidato presidencial em Washington "não ajudou, mas prejudicou".

Hoje, McCain decidiu retomar sua campanha eleitoral e partiu, assim como o democrata Barack Obama, em direção ao Mississipi, onde esta noite os dois protagonizarão seu primeiro debate. EFE pgp/db

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