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Leasing supera em 24 vezes o financiamento

Com juros mais baixos e isenção de impostos, o leasing segue ganhando espaço no financiamento de veículos. Em maio, o saldo de operações com leasing chegou a R$ 42,4 bilhões, de acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).

Agência Estado |

O valor é 36,33% maior que o registrado em janeiro. Esse porcentual é 24 vezes superior ao registrado para a carteira do crédito direto ao consumidor (CDC) na aquisição de carros, que saltou de R$ 83 bilhões em janeiro para R$ 84,3 bilhões em maio - alta de apenas 1,57%.

De acordo com a Anef, o leasing tem tomado o espaço do CDC porque os juros são mais baixos. Além disso, desde o início do ano, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) inside sobre os financiamentos por CDC, enquanto o leasing está isento do imposto.

Levantamento da Anef mostra que, no primeiro trimestre de 2008, 35% das vendas de carros foram feitas por leasing. O CDC, com 31%, e o pagamento à vista, com 30%, ficaram logo atrás na preferência do consumidor.

"Como o IOF não incide no leasing, ele se torna mais atrativo", explica o diretor-superintendente da Anef, Flávio Croppo. "Além disso, o leasing possui um tratamento fiscal diferenciado, o que permite oferecer taxas de juros mais baixas."

Simulação feita pelo economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostra que em condições semelhantes o leasing é mais barato que o CDC.

Oliveira lembra, porém, que o leasing, por ser um arrendamento mercantil, não funciona como o CDC. "No leasing, os juros são mais baixos porque o risco do banco é menor. Como o carro fica em nome do banco até o fim do contrato, a retomada do bem em caso de inadimplência é mais rápida", explica.

Além disso, o pagamento antecipado das parcelas, no leasing, não permite redução dos juros. Na prática, o leasing funciona como um aluguel com opção de compra. "No CDC, a pessoa que antecipar o pagamento de parcelas terá uma parte dos juros descontada", diz Oliveira.

Quem vai comprar um carro precisa ficar atento ao tipo de crédito disponível. Oliveira afirma que, normalmente, a primeira opção oferecida é o leasing, o que induz o cliente a fechar o negócio. "Mas nem sempre o cliente é informado sobre as diferenças entre o leasing e o CDC. Os bancos tem o interesse de vender veículos pelo leasing, já que o risco é menor. Mas para o consumidor, pode não ser o ideal."

Oliveira chama atenção para uma armadilha: a das parcelas mais baixas, em prazos longos. "Quem escolher o leasing com prazos longos vai pagar mais juros, o que é interessante para os bancos."

Rodrigo Del Claro, diretor de relacionamento da Crivo, empresa de análise de crédito, explica que o leasing é a primeira opção oferecida na concessionária porque é a mais barata. "O vendedor tem todo o interesse de oferecer os valores mais baixos ao cliente e de ter o tempo de resposta mais curto", explica. "O leasing é o financiamento que cabe no bolso."

O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sérgio Reze, descarta a possibilidade de indução do consumidor no ponto de venda. "Se você oferece o produto mais barato, não prejudica o consumidor em nada", afirma.

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