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Leasing livre de IOF, afirma Lula

As operações de leasing não serão tributadas com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) até o final do ano. Essa é a garantia que foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem a um grupo de empresários do setor automobilístico que esteve no Palácio do Planalto, em Brasília.

Agência Estado |

O leasing hoje é uma das principais modalidades de financiamento de veículos no Brasil.

Após a audiência, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse que o setor conseguiu do governo a garantia de que, neste ano, não será aplicada cobrança de IOF nas operações de leasing e nem outras mudanças que elevem a carga tributária do setor.

"Esse não é um bom momento (para aumento da carga tributária) e qualquer mudança nas alíquotas joga contra os investimentos", disse Schneider.

O executivo relatou que no encontro com o presidente os empresários informaram que vão investir US$ 23 bilhões até 2011. Ele ressaltou, porém, que o crescimento da indústria automobilística neste mês de agosto deverá ficar em torno de 10%, índice menor que os 33% registrados em julho. "Não é crise do setor. É uma acomodação normal", afirmou.

A área técnica do Ministério da Fazenda iniciou estudos no começo do mês para incluir o IOF nas operações de leasing de automóveis, o que tornaria mais caro o financiamento de veículos. Os técnicos acreditam que há distorções no sistema de crédito automotivo e no efeito que a tributação teria sobre o nível de atividade econômica. Isso porque, enquanto os empréstimos tradicionais sofrem a incidência do IOF, o leasing - que tecnicamente não é classificado como operação financeira - é livre do tributo.

Mais barato

No leasing, os juros são mais baixos porque o risco do banco é menor, já que o carro fica em nome da instituição até o fim do contrato e a retomada do bem é mais rápida na inadimplência.

O leasing tem crescido a passos largos. Dados do Banco Central mostram que o volume de operações para as pessoas físicas cresceu 7,8% em apenas um mês, entre junho e julho.

A maioria dessas concessões foi destinada à compra de veículos. No fim do mês passado, a dívida dos brasileiros nesses contratos somava R$ 49 bilhões. Em 12 meses, a cifra saltou 141,7%.

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