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Leasing cresce 141% em 12 meses

Mais barato que o financiamento tradicional, o leasing tem crescido a passos largos. Dados do Banco Central (BC) mostram que o volume de operações de leasing para as pessoas físicas cresceu 7,8% em apenas um mês, entre junho e julho.

Agência Estado |

A maioria dessas concessões foi destinada à compra de veículos. No fim do mês passado, a dívida dos brasileiros referente a esses contratos somava R$ 49 bilhões. Em 12 meses, a cifra saltou 141,7%.

A crescente preferência dos consumidores pelo leasing - também chamado de arrendamento mercantil - fez com que em julho o volume de operações realizadas por pessoas físicas atingisse R$ 49 bilhões, superando o volume dos negócios feito por pessoas jurídicas (R$ 47,7 bilhões). Foi a primeira vez que isso ocorreu desde setembro do ano 2000.

Entre todas as linhas de crédito acompanhadas pelo BC, o leasing é, com folga, a que apresenta o maior crescimento recente. Nem mesmo a expansão do segmento imobiliário, que passa por um boom nas grandes cidades, pode ser comparada. Em julho, o financiamento habitacional cresceu a metade do leasing: 3,3%. Em 12 meses, a diferença é ainda maior: 30,2% no imobiliário, ante mais de 141% do leasing.

Atualmente, o segmento que lidera essa expansão é o automotivo. No primeiro semestre, o leasing desbancou o financiamento tradicional - conhecido como Crédito Direto ao Consumidor (CDC) - e passou a ser a opção mais usada pelos compradores de veículos novos.

De todos os carros que saíram das concessionárias no primeiro semestre, 38% tinham contratos de leasing. Em 2007, eram 30%. Em contrapartida, o CDC viu a participação cair de 38% para 25% no mesmo período. "O leasing está bancando boa parte da venda de veículos e tem tomado o espaço do crédito tradicional", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Tanto crescimento é explicado pelo menor custo desse tipo de transação. Formalmente, o leasing é uma operação de arrendamento mercantil. Por essa característica, tem juros menores que o financiamento tradicional porque o bem adquirido permanece no nome da instituição financeira até o fim dos pagamentos, o que dá mais segurança ao banco em caso de inadimplência. Outra vantagem é que a operação não paga o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Nas últimas semanas, técnicos do Ministério da Fazenda admitiram que houve estudos para a criação de uma alíquota do imposto nessas operações. A preocupação era, de um lado, equipará-las às operações tradicionais de financiamento, nas quais incide o IOF, e, de outro, tentar amortecer a expansão dessa modalidade de crédito, dentro do esforço de controlar a demanda e reduzir a inflação.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, no entanto, disse na semana passada que a questão não entrou para a agenda imediata da equipe econômica.

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