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Lavrov pede que UE pressione a Ucrânia a retomar o fornecimento de gás

Moscou, 16 jan (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, destacou hoje a necessidade de que a União Europeia (UE) pressione a Ucrânia para obrigá-la a retomar o fornecimento de gás sem condições adicionais.

EFE |

"A UE deve mostrar sua célebre solidariedade e explicar aos colegas ucranianos que o descumprimento do contrato sobre o trânsito do gás russo para a Europa, que regeu e regerá até o final de 2010, é inadmissível", declarou em entrevista coletiva em Moscou o chefe da diplomacia russa.

Lavrov disse que a crise atual "é artificial", fruto de a "Ucrânia não estar preparada para enfrentar as condições de mercado", o que a levou a "interromper o fornecimento".

A Rússia, disse, está interessada em "solucionar a crise o mais rápido possível" e acredita que na cúpula de amanhã, convocada em Moscou pelo presidente russo, Dmitri Medvedev, "participarão os representantes de todos os países interessados".

"Confiamos em que todos os que estão interessados em superar o problema o mais rápido possível comparecerão à cúpula", disse, e afirmou que "se alguém não se interessa (em desbloquear o transporte de gás), nós não podemos obrigá-lo a comparecer (à cúpula de Moscou)".

Lavrov afirmou que foram convidados para a cúpula não apenas os países-membros da UE, mas também países consumidores do gás russo como a Sérvia, que "também enfrenta problemas de fornecimento".

"Talvez alguém se sinta satisfeito que não se faça nada, mas não nós. Nós nos preocupamos de verdade de como se sente a população dos países europeus que não recebem o gás e queremos solucionar o problema", declarou.

Perguntado se não preocupa à Rússia que a crise atual leve a Europa a buscar fontes de energia alternativas ao gás russo, Lavrov respondeu que "a UE tem certamente o direito de escolher seu parceiro na cooperação energética".

"Entretanto, acho que na UE sabem perfeitamente que durante decênios a Rússia foi uma parceira confiável, que não descumpriu um só contrato", acrescentou.

Ao mesmo tempo, disse que "Rússia nunca se inquietou porque algum dos países que recebem gás russo busque fontes de energia complementares".

"Quantas mais fontes de energia houver, tanto mais seguro será, pelo visto, o fornecimento. Nós mesmos empreendemos esforços para aumentar as rotas de provisão de combustível", concluiu. EFE mb/fal

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