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Lamy e Susan Schwab tentam retomar Rodada Doha

O diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy, e a representante comercial dos EUA, Susan Schwab, vão se reunir ainda hoje em Washington, em um esforço para a retomada das negociações multilaterais da Rodada Doha, segundo a porta-voz de Schwab Gretchen Hamel. Lamy e Schwab terão um jantar privado e, então, vão ter um encontro adicional amanhã, disse Hamel para a AFP.

Agência Estado |

Schwab, em uma entrevista para o Inside U.S. Trade, publicado ontem, disse que os EUA apóiam as negociações com autoridades seniores de um pequeno número de países em setembro para explorar a possibilidade de retomada da Rodada Doha - lançada em novembro de 2001 com o objetivo reduzir tarifas e barreiras e, assim, impulsionar o fluxo do comércio mundial.

Tal esforço ajudaria a preservar o progresso alcançado durante a fracassada reunião ministerial realizada em julho em Genebra e evitaria uma erosão adicional nas negociações, disse Schwab, segundo o Inside U.S. Trade. "Precisamos sentar à mesa em setembro, com autoridades seniores, para testar a seriedade de seguir em frente, trazer novas idéias para superar alguns dos problemas que encontramos em julho, que não fomos capazes de superar naquele momento e, bastante francamente, parar a deterioração e a erosão do que estava na mesa em julho", disse Schwab, segundo a entrevista.

Na entrevista, Schwab expressou esperança de que um encontro de setembro possa "abrir o caminho, de modo concebível, para outra rodada de reunião ministerial". A negociadora comercial dos EUA sugeriu que as negociações podem começar com um "pequeno grupo" de representantes seniores e que o grupo não necessariamente precisa ser o mesmo que foi o núcleo das negociações durante a reunião ministerial de julho. Aquele grupo foi composto por EUA, União Européia, Brasil, Índia, China, Austrália e Japão.

O Brasil tem feito esforços nas últimas semanas para retomar as negociações no âmbito da OMC. A Índia também sinalizou sua disposição de voltar a Genebra durante a recente visita de Lamy ao país com o objetivo de retomar as negociações.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, sugeriu esta semana limites para a proposta de salvaguarda agrícola para países em desenvolvimento, questão que levou ao colapso das negociações no final de julho. Na ocasião, os EUA rejeitaram as propostas da Índia para que os países em desenvolvimento tenham o direito de elevar as tarifas sobre bens agrícolas em mais 25% no caso de um aumento de 15% nas importações. Washington insistiu em um porcentual mais alto de aumento das importações, de 40%, para o acionamento do mecanismo de salvaguarda. As informações são da Dow Jones.

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