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Lamy descarta, por ora, volta das negociações

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, afirmou que é um pouco cedo para dizer se as negociações comerciais globais da Rodada de Doha poderão ser retomadas. Falando à rádio France Inter, ele acrescentou, que o sentimento coletivo é que não podemos ficar onde estamos.

Agência Estado |

Em Nova Délhi, o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, disse esperar que as discussões possam ser reiniciadas e manifestou seu compromisso em chegar a "uma conclusão bem sucedida da Rodada Doha de Desenvolvimento".

Segundo Lamy, o colapso das negociações na última terça-feira mostrou que as economias emergentes querem o fim das práticas "coloniais" que favorecem o mundo desenvolvido. "Desta vez, as economias emergentes querem reequilibrar as normas, particularmente as que dizem respeito aos subsídios agrícolas, que eles vêem, e, eu acho, corretamente, como herdadas de um passado no qual eram os antigos poderes coloniais que lideravam a dança e não eles", disse.

As discussões da OMC fracassaram na terça-feira, depois que os delegados em Genebra terem buscado por 12 dias, sem sucesso, chegar a um consenso sobre os níveis de subsídios e as tarifas de importação agrícolas no âmbito da chamada Rodada Uruguai de negociações globais, lançada há sete anos.

Um dos principais motivos do fracasso das negociações foi a falta de acordo entre a Índia e a China, duas das maiores economias emergentes do mundo, e os EUA sobre como as nações pobres poderiam elevar as tarifas para defender seus agricultores de aumentos repentinos nas importações.

"Estamos prontos a voltar à mesa de negociação, mas não aceitaremos compromissos contra os interesses dos países pobres", avisou Nath. "A falta de consenso sobre o mecanismo de salvaguardas especiais não afeta só a Índia; afeta mais de cem países menos desenvolvidos e em desenvolvimento."

China e Índia exigiam o mecanismo de salvaguardas especiais, que permitiria aos dois países aplicar tarifas sobre certos produtos, como açúcar e algodão, em caso de salto nas importações.

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