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Lagarde apóia atuação de emergente em ato contra crise

A ministra da economia, indústria e emprego da França, Christine Lagarde, mostrou-se favorável à posição defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que os países emergentes devem ter uma participação decisiva nas discussões mundiais relativas ao novo desenho da arquitetura financeira internacional. Cada (país) está preocupado com os efeitos da crise internacional e cada um deve participar da formulação da solução, comentou.

Agência Estado |

Lagarde ressaltou que, devido às fortes proporções registradas pela crise financeira internacional, é preciso adotar regras de supervisão e fiscalização dos mercados em nível global. "Todos os mercados, todos os atores têm que ser cobertos por regulação e supervisão apropriados. Não podemos ter zonas de sombras, nas quais há produtos não apropriados", disse.

A ministra francesa ressaltou que, entre os mecanismos que devem ser construídos pelos principais países no mundo para conter os efeitos negativos da ação de ativos financeiros sobre a economia real, está a transparência das normas regulatórias. Ela também destacou que é importante a adoção de mecanismos de alerta, com os quais diminuiriam os riscos de os países serem atingidos por problemas registrados por instituições financeiras e o surgimento de problemas derivados. A crise financeira atual provocou a quebra de bancos de grande porte, como o Lehman Brothers, e gerou uma onda de desconfiança no sistema financeiro mundial que culminou num credit crunch. "O Fundo Monetário Internacional tem um papel preponderante nesse processo, bem como os demais atores (países) nesse fórum", disse.

Na avaliação de Christine Lagarde, as propostas que pretendem redefinir a nova arquitetura financeira mundial - no que foi chamado pelo Ministério da Fazenda do Brasil como Bretton Woods II - devem determinar a formulação de um "plano concreto", com cronograma e sugestões de ações objetivas. A ministra destacou, contudo, que a reunião realizada neste fim de semana, em São Paulo, entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países membros do G-20, tem caráter preparatório ao encontro que ocorrerá nas próximas sexta-feira e sábado em Washington, que terá a participação dos chefes de Estado destas nações.

Questionada se o G-20 não estaria substituindo na prática o G-7 na proposta de medidas para redefinir a nova arquitetura financeira internacional, a ministra frisou que a reunião que ocorrerá na capital dos EUA nesta semana é a primeira de vários outros encontros que serão realizados sobre o tema, e que compete aos chefes de Estado que estarão reunidos definir o que será viável implementar.

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