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Klabin espera alta de cerca de 30% nas vendas de cartão em 2009

Por Alberto Alerigi Jr. SÃO PAULO (Reuters) - A maior fabricante de papéis para embalagens do Brasil, Klabin, espera elevar suas vendas externas de papel cartão, voltado a produtos como alimentos, em cerca de 30 por cento em 2009 sobre este ano, para 130 mil toneladas. A expansão será motivada pela queda do real ante o dólar, fechamento de capacidades da indústria no exterior e aumento de competitividade.

Reuters |

Para o mercado interno, a projeção é de alta de cerca de 30 por cento, também para perto de 130 mil toneladas, aproveitando um deslocamento de parte do consumo de bens duráveis para não duráveis gerada pela crise financeira internacional, afirmaram executivos da empresa nesta terça-feira a jornalistas.

Com relação ao quarto trimestre, a companhia identifica queda nas vendas de papel cartão com relação ao terceiro trimestre, mas alta ligeira na comparação com o mesmo período de 2007, afirmou o diretor comercial da área, Edgard Avezum, evitando citar números.

A queda trimestral, além da própria sazonalidade do produto --uma vez que as encomendas são feitas em meados do ano--, decorre das incertezas sobre os impactos da crise e também por forte retração no segmento industrial voltado a bens duráveis, informou o executivo. Ele citou como exemplo o setor de autopeças, em que as vendas caíram "barbaramente" seguindo a queda de quase 26 por cento nas vendas de veículos novos em novembro contra outubro.

Nos nove primeiros meses de 2008, as vendas de papel cartão da Klabin foram responsáveis por cerca de 30 por cento da receita líquida da companhia. Segundo Avezum, o percentual das vendas de papel cartão para o segmento de autopeças é de 1 a 2 por cento, sendo que a maior parte do faturamento é gerado pelo segmento de alimentos.

"O segmento de alimentos está se beneficiando de mudança das tendências de consumo de produtos duráveis para bens não duráveis e o segmento de alimentos está tendo desempenho muito positivo", disse o executivo. Ele comentou que a Klabin fechou há cerca de um mês acordo com a fabricante de bebidas Pepsi, dos Estados Unidos, acordo para fornecimento de 40 mil toneladas de papel cartão em 2009.

"As pessoas lá estão deixando de sair a bares e restaurantes para consumir em casa e por isso compram mais produtos em supermercados que exigem papel em suas embalagens", comentou Avezum.

Segundo ele, não há clima para aumentos de preços de papel cartão no primeiro trimestre de 2009 depois de aumento recente feito na Europa da ordem de 15 a 20 euros, que aliás ficou abaixo dos 50 a 60 dólares pretendidos pela Klabin. "Isso foi efeito, sim, da crise", disse o executivo, apostando em manutenção dos preços.

KRAFTLINER

No segmento de papel kraft, usado na produção de papelão ondulado, e que representou 17 por cento do faturamento da Klabin nos nove primeiros meses de 2008, a expectativa é de manutenção das vendas internas e externas em 2009. A empresa tem projeção de vender 380 mil toneladas ao mercado externo em 2008 e 80 mil toneladas no Brasil.

O segmento, que no caso da Klabin exporta 70 por cento de sua produção, vem sentido pedidos de adiamento de entregas de produto por parte de alguns clientes, mas não cancelamentos, afirmou o diretor comercial da área, José Soares.

Mas com relação a clientes que vendem para segmentos industriais, as encomendas de kraftliner recebidas pela Klabin caíram cerca de 30 por cento entre novembro e dezembro.

"Vamos passar até o primeiro trimestre nesse processo de acomodação", disse o executivo, estimando que o volume total de vendas de papéis da Klabin entre novembro e dezembro caiu cerca de 5 por cento.

Segundo ele, os preços do kraftliner devem cair no início de 2009. Em julho, a empresa acertou aumento de cerca de 10 por cento no preço do produto, dividido em duas partes.

"A segunda parte que passaria a vigorar em outubro foi cancelada e agora os clientes querem que os preços voltem para o patamar anterior", disse o executivo.

(Edição de Vanessa Stelzer)

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