SÃO PAULO - A Klabin informou hoje que não tem programada a instalação de uma fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul, apesar das recentes aquisições de terras para plantio no Estado. Segundo o diretor-geral da empresa, Reinoldo Poernbacher, o plano é erguer uma unidade com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas no Paraná, onde as áreas florestais já estão em fase mais avançada de desenvolvimento. De acordo com o executivo, as atividades da companhia no Mato Grosso do Sul se limitam a estudos do material genético florestal, uma etapa que visa levantar a qualidade dos eucaliptos da região e que se antecipa em décadas à decisão de construir uma fábrica. É muito cedo para fazer qualquer pronunciamento. O desenvolvimento da área florestal leva muito tempo, disse Poernbacher durante teleconferência com a imprensa sobre os resultados de 2009, quando a produtora de papel teve lucro de R$ 332,9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 348,6 milhões de 2008.

A Klabin tem uma área de plantio de 7,4 mil hectares brutos no Mato Grosso do Sul, mas, segundo Poernbacher, a construção de uma fábrica no Estado não está no cronograma de investimentos do grupo.

Segundo ele, os estudos realizados na região é que irão determinar a viabilidade de uma nova unidade produtiva. "Os resultados (das pesquisas) mostram se a área é de interesse ou não", apontou o executivo. "A área florestal tem essa missão de olhar décadas para frente", acrescentou.

Sem dar números, os executivos da empresa informaram que os investimentos em 2010 deverão superar os de 2009 (R$ 247 milhões), uma vez que a Klabin pretende dar continuidade a projetos que foram congelados pela crise financeira.

(Eduardo Laguna | Valor)

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