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Em represália pelos quatro meses de crise com o setor ruralista, o governo argentino decidiu boicotar a feira anual da Sociedade Rural, realizada de forma ininterrupta há 122 anos. A feira, conhecida como La Rural, é ponto de encontro de produtores agrícolas, empresários e políticos.

Trata-se do maior evento de visitação pública do país. Mas nenhuma autoridade do governo comparecerá hoje à abertura da feira.

As províncias comandadas por governadores kirchneristas e os órgãos do governo cancelaram a instalação de seus estandes. O Instituto Tecnológico Agropecuário, que até anteontem era comandado pelo novo secretário de Agricultura, Carlos Cheppi, desmontou às pressas seu estande e não pediu de volta o dinheiro que havia pago pelo aluguel do lugar.

Há grande expectativa sobre a possível presença, na feira, do vice-presidente Julio Cobos, que na semana passada, com seu voto de minerva no Senado, derrotou o projeto da presidente Cristina Kirchner que aumentava impostos sobre exportações agrícolas. Para o governo, Cobos é um traidor, mas, para os ruralistas, virou herói. Cobos foi convidado, mas até ontem não havia confirmado presença na feira.

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