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Kiev diz que corte de gás à Ucrânia afetará Europa em 2 semanas

Kiev, 3 jan (EFE).- A Presidência da Ucrânia advertiu hoje que o corte de gás russo ao país afetará seriamente dentro de duas semanas as provisões à Europa se o conflito comercial.

EFE |

não for resolvido em breve.

A companhia de gás russa Gazprom e a ucraniana Naftogaz têm dez dias para chegar a um acordo sobre o preço do gás para a Ucrânia e a tarifa de transito para a Rússia, disse Bogdan Sokolovski, representante do presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, para assuntos energéticos.

Sokolovski explicou que a Naftogaz transporta diariamente 283 milhões de metros cúbicos de gás russo para a Europa, enquanto emprega outros 21 milhões para "necessidades tecnológicas", a fim de manter o funcionamento de seu sistema de gasodutos.

Atualmente, emprega para isso tanto gás russo como ucraniano, mas se a Rússia não aumenta o bombeamento à Ucrânia, seu sistema de gasodutos não poderá funcionar em tal "regime extraordinário" mais de "dez, no máximo, 15 dias", segundo a agência "Unian".

"Se a Rússia não enviar mais gás natural do que bombeia para a Ucrânia agora, nesse período podem surgir problemas tecnológicos, relacionados à pressão nos encanamentos, que podem causar interrupções do fornecimento", manifestou.

Sokolovski afirmou que o eventual corte das exportações para a Europa via Ucrânia será "responsabilidade da Rússia", e que assim informou a delegação ucraniana enviada por Yushchenko a Bruxelas para explicar a crise com a Rússia à União Européia (UE).

A Gazprom suspendeu em 1º de janeiro a provisão de gás para a Ucrânia após fracassar a negociação dos contratos para 2009, mas aumentou o bombeamento para a Europa por território ucraniano e bielo-russo, ao acusar a Naftogaz de roubar parte dele.

O presidente da Gazprom, Alexei Miller, afirmou hoje que países europeus como Hungria, Eslováquia, Romênia, Polônia e alguns países balcânicos "registram subtrações ilegais de gás em território da Ucrânia".

O gás natural russo representa cerca de 25% do consumo total deste combustível na UE e 40% das importações comunitárias. EFE bk-se/jp

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