Brasília, 12 - Em sua primeira entrevista à frente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) apoiou duas propostas defendidas ontem pelo ministro da agricultura, Reinhold Stephanes. O ministro defendeu ontem a ampliação do prazo para pagamento das operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e a redução dos encargos financeiros das Cédulas do Produto Rural (CPR).

"Esse é um caminho acertado", disse a senadora, que foi eleita hoje por 26 votos, contra um voto em branco. A senadora defendeu o reajuste dos preços mínimos de garantia e disse que o governo não deverá vetar a emenda apresentada pelo senador Gilberto Goellner (DEM-MT), que eleva de $ 2,5 bilhões para R$ 4 bilhões os recursos para política de apoio à comercialização da safra de grãos de 2009.

A senadora defendeu que o governo mantenha os recursos para apoio à comercialização, ressaltando que este é um instrumento da política agrícola "poderoso e eficaz". "O momento é muito grave e se nada for feito será muito mais grave no ano que vem".

A senadora também falou sobre o posicionamento político que a CNA terá a partir de agora, ocupando uma cadeira no Senado Federal. "Sou democrata e continuo na oposição", afirmou. Ela disse, no entanto, que a presidência da CNA não será usada de forma política. "O partido Democratas não vai presidir a CNA, eu posso garantir". Ela disse ainda que a sua gestão estará voltada para os interesses do setor rural.

Segundo ela, os associados da CNA somam 1,2 milhão de produtores rurais, dos quais 56% são pequenos proprietários rurais, donos de áreas de até dois módulos fiscais. Do universo de associados, 32% são médios produtores e 12% grandes.

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