Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Justiça notificará cias que ignoraram pesquisa s/regra do call center

O Ministério da Justiça notificará esta semana cerca de 50 empresas dos setores afetados pelas novas regras de funcionamento dos call centers, que entraram em vigor hoje, para que expliquem por que ignoraram a consulta dos Procons sobre o grau de preparação ao cumprimento das normas. Ao longo de novembro, os órgãos estaduais de defesa do consumidor de doze Estados e mais o Distrito Federal enviaram juntos 557 ofícios a 140 empresas de diversos setores, com perguntas sobre os procedimentos que deveriam estar sendo adotados e apenas 47,4% dos ofícios foram respondidos.

Agência Estado |

Deixaram de ser respondidos 293 questionários que atingiram em torno de 50 empresas e que agora serão chamadas a dar explicação. "Dezenas de empresas se apresentaram de maneira adequada para cumprir o decreto, mas as que não responderam mostram que não confiam no poder regulatório e resolveram fazer um pequeno desafio", afirmou hoje o ministro da Justiça, Tarso Genro, sem citar nomes das companhias. "A nossa postura será orientar, fiscalizar e aplicar sanção quando for necessário", completou.

A compilação das respostas recebidas resultou no "barômetro nacional", um índice elaborado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, para medir o grau de adaptação das empresas. Os bancos e as financeiras ficaram no topo do índice, com o maior volume de respostas positivas, seguidos das operadoras de telefonia móvel e transporte aéreo.

Os piores setores, com maior número de respostas negativas, são o de transporte terrestre e telefonia fixa. "No dia primeiro de fevereiro, faremos uma nova rodada de atualização do barômetro, mas torcemos para que parte dessas informações já estejam desatualizadas e que as empresas tenham feito um esforço para adaptação nessa reta final", afirmou a secretária de Direito Econômico (SDE), Mariana Tavares de Araújo.

Os setores afetados pelo decreto são os que prestam serviços regulados como fornecimento de energia elétrica, telecomunicações, planos de saúde, transportes terrestre e aéreo, bancos e cartões de crédito. Entre as principais exigências estão o funcionamento por 24 horas, sete dias por semana, limite de até um minuto de espera do consumidor na linha para ser atendido e acesso por meio de uma ligação gratuita.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG