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Justiça manda GM indenizar 802 demitidos

O Tribunal Regional do Trabalho de Campinas decidiu ontem que a General Motors terá de pagar indenização aos 802 trabalhadores temporários demitidos da fábrica de São José dos Campos (SP) no mês passado. O contrato dos funcionários ia até junho.

Agência Estado |

A Justiça determinou que a montadora pague o que os profissionais receberiam até essa data. A GM pode recorrer da decisão, mas informou, por meio da assessoria de imprensa, que vai acatar a decisão do TRT.

Adilson dos Santos, o Índio, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, comemorou a decisão. "O próprio vice-presidente do Tribunal disse que num momento de crise é preciso ter ousadia para criar jurisprudência. Agora outros trabalhadores poderão ser beneficiados em todo o País", avalia. A entidade havia pedido ao TRT que os trabalhadores fossem reintegrados em suas funções na montadora.

O secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, o Mancha, disse que vai manter a reivindicação de readmissão dos trabalhadores até o fim do contrato. "Amanhã temos uma reunião com a empresa e vamos pedir a prorrogação do contrato", afirmou.

Em manifestação de cerca de duas horas ontem, em São Bernardo do Campo, e que parou a Via Anchieta por 15 minutos, líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), comandados por seu presidente, Arthur Henrique, criticaram duramente "outras centrais" (sem citar diretamente a Força Sindical) que defendem redução de jornada e de salários e atacaram empresários e o governador José Serra.

O ato teve a participação de 500 metalúrgicos e foi encerrada com a ocupação da pista da Via Anchieta sentido Baixada. A ocupação durou cerca de 15 minutos, tempo suficiente para provocar congestionamento na estrada.

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