A Justiça homologou ontem o acordo para o Plano 2 da Fundação de Previdência dos funcionários da Petrobras, a Petros, informou hoje o diretor financeiro do fundo de pensão, Ricardo Malavazi. Ele informou que, pelo acordo, a Petrobras se comprometeu a dar R$ 4,7 bilhões a preços de fim de 2006 reajustados pela meta atuarial do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 6% ao ano para o plano.

"O acordo já tinha sido fechado naquela época (fim de 2006), mas faltava a homologação do juiz", disse Malavazi, que participou de café da manhã da Associação Brasileira de Venture Capital (ABVCAP) na Bolsa do Rio. Ele não informou quando e como a Petrobras fará a transferência dos recursos para a Petros.

O Plano 2, ao contrário do Plano 1 dos funcionários da Petrobras, não é do tipo de benefício definido, em que o participante sabe o que vai receber de previdência, mas do tipo em que o benefício depende da contribuição que o funcionário der. No caso, a contribuição é variável já que é possível optar por contribuir acima de um mínimo se o participante quiser também aumentar seu benefício futuro.

Segundo Malavazi, já há cerca de 21 mil participantes no Plano 2, que tem cerca de R$ 300 milhões de patrimônio. O patrimônio total da Petros em julho foi de cerca de R$ 40 bilhões, para cerca de 120 mil participantes, não só da Petrobras, mas também funcionários de outras empresas. "Temos vários fundos instituídos", comentou o diretor da Petros.

Malavazi comentou ainda os investimentos da Petros na empresa de biodiesel Brasil Ecodiesel. "É um investimento de longo prazo", disse. De acordo com ele, "os problemas da Brasil Ecodiesel são problemas de início de mercado". Para Malavazi, o biodiesel é um mercado em formação, o programa nacional para isso pode se alterar e a Brasil Ecodiesel "é uma empresa se adaptando ao novo modelo".

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