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A Polícia Judiciária da Argentina fez uma batida nesta quarta-feira em dez Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensões (AFJP) que estão sendo investigadas por possível manobras fraudulentas, após ter sido anunciado um projeto de lei de estatização do sistema previdenciário no país.

Segundo um funcionário do Departamento de Defraudações da Polícia Federal, durante as operações, foram apreendidas "documentação, nomes de associados e cartões magnéticos".

A decisão de invadir as AFJP foi tomada pelo juiz federal Claudio Bonadío a pedido da promotoria, para determinar se as empresas cometeram alguma operação fraudulenta com os fundos de pensões, antes do anúncio do governo de eliminar o sistema de capitalização privada.

Na terça-feira, a justiça havia decdido pela suspensão por sete dias das operações das AFJP na Bolsa de Buenos Aires.

A presidente argentina Cristina Kirchner enviou ontem ao Congresso um projeto de lei para nacionalizar o sistema de aposentadorias privadas, ameaçado de quebra, numa reforma que pode permitir ao Estado captar recursos estimados em 30 bilhões de dólares.

Estima-se que 53% dos trabalhadores ativos pertençam a alguma das AFJP, que serão eliminadas se a iniciativa de estatização for aprovada no Parlamento, onde o governo conta com a maioria.

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