O mercado de juros promoveu um ajuste de alta das taxas futuras, num movimento técnico dissociado das avaliações favoráveis sobre a ata da reunião do Comitê de Política Monetária de janeiro, divulgada ontem. O documento da autoridade monetária atribuiu o corte de um ponto da taxa Selic, para 12,75% ao ano, à deterioração da atividade econômica e ao não repasse da valorização cambial para a inflação.

Também citou que a projeção de inflação do Banco Central para 2010 está "sensivelmente abaixo do centro da meta", de 4,5%.

Os especialistas interpretaram que devem ocorrer novas quedas da Selic concentradas no primeiro semestre. As taxas futuras reagiram inicialmente em queda, mas depois subiram, refletindo uma mudança de posição de investidores que estavam excessivamente vendidos nas últimas semanas. O juro de janeiro de 2010 avançou para 11,25%.

A Bovespa não resistiu às perdas das bolsas norte-americanas e europeias e interrompeu quatro altas consecutivas. O Ibovespa caiu 1,46%, para 39.638,42 pontos. Dados econômicos e balanços corporativos negativos, além de anúncios de novas demissões nos EUA e Europa, reduziram o apetite por risco. Em reação, o dólar subiu 0,88%, para R$ 2,295 no balcão.

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