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Juros futuros têm novo pregão de baixa na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros voltaram a registrar queda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), mas a instabilidade externa conteve uma baixa mais pronunciada nos prêmios de risco. Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava queda de 0,05 ponto percentual, para 12,80%. O contrato para janeiro 2011 fechou estável, a 13,41%, e janeiro 2012 apontava 13,54%, baixa de 0,03 ponto.

Valor Online |

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 teve mais um pregão de alta, avançando 0,02 ponto, para 13,52%. Já o DI para julho de 2009 caiu 0,06 ponto, projetando 13,08%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 298.720 contratos, equivalentes a R$ 26,39 bilhões (US$ 11,28 bilhões), montante quase três vezes menor que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 165.030 contratos, equivalentes a R$ 14,54 bilhões (US$ 6,21 bilhões).

Na avaliação dos estrategistas do Barclays Capital, os contratos de juros futuros - em especial o vencimento Janeiro de 2010 - ainda não precificaram de forma completa as mensagens provenientes da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com o banco, os juros futuros não assimilaram completamente que o BC já considerou cortar a taxa básica de juros. Fora isso, os analistas da instituição acreditam que o afrouxamento monetário, quando começar, será forte, com o Banco Central permanecendo à frente da curva, ou seja, se antecipando aos consensos de mercado.

Avaliando a linguagem do breve comunicado apresentado junto com a decisão de manter a Selic em 13,75% ao ano, o Barclays acredita que a taxa básica já pode ser reduzida no encontro de janeiro do Copom.

Reforçando essa expectativa, o banco destaca o uso da palavra "tempestivamente" no documento - " O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação com vistas a definir tempestivamente os próximos passos de sua estratégia de política monetária " , escreveu o comitê na quarta-feira.

O Barclays lembra que a mesma expressão foi utilizada quando o BC elevou o ritmo do aperto monetário de 0,5 ponto para 0,75 ponto percentual em julho. "Acreditamos que o BC vai ficar à frente da curva e esperamos um grande rali nos DIs quando o ciclo de afrouxamento começar", apontou o banco em relatório.

O principal risco para esse cenário, segundo o Barclays Capital, é uma piora adicional na aversão global ao risco que podia levar a uma parada súbita no fluxo de capitais ao Brasil puxando a taxa de câmbio para a faixa dos R$ 2,80 a R$ 3,00. "Nesse caso, o BC seria forçado a manter ou até mesmo subir a taxa para defender a moeda."
(Eduardo Campos | Valor Online)

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