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Juros futuros retomam trajetória de baixa na BM F

SÃO PAULO - Depois de dois dias acumulando prêmios, os contratos de juros futuros voltaram a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), mesmo com a inflação oficial fechando janeiro acima do esperado. Ao final do pregão na BM & F, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,04 ponto, a 10,99%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 perdeu 0,06 ponto, para 11,38%, e janeiro 2012 apontava 11,77%, sem alteração.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,02 ponto, para 12,65%. O contrato para abril recuou 0,02 ponto, a 12,30%, e julho de 2009 também cedeu 0,02 ponto, projetando 11,58%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 285.215 contratos, equivalentes a R$ 25,06 bilhões (US$ 10,87 bilhões), menos da metade do registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 151.295 contratos, equivalentes a R$ 13,78 bilhões (US$ 5,58 bilhões).

Na pauta dos negócio, esteve a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apontou alta de 0,48% no fechamento de janeiro, acima da taxa de 0,24% de dezembro e também da previsão do mercado, que oscilava de 0,40% a 0,46%.

Para o analista de renda fixa do FinaBank, Rodrigo Betti Marques, apesar de superar um pouco o esperado, o IPCA está condizente com as pressões sazonais do mês de janeiro, e ainda projeta inflação dentro da meta para o ano.

Ainda de acordo com Marques, os dados negativos sobre a economia norte-americana também contribuíram para o recuo nos vencimentos. "Quanto pior o cenário externo, maior a chance de o Banco Central reduzir juros, para não parar de vez a indústria e estimular o crédito."
Hoje, foi apresentado o desempenho do mercado de trabalho americano em janeiro. Superando as expectativas, foram fechadas 598 mil vagas no mês passado, pior resultado desde 1974. No entanto, os investidores não reagiram negativamente ao número, pois estão envoltos na expectativa de um novo plano de resgate ao setor financeiro e na votação no pacote de estímulo fiscal do presidente Barack Obama.

Voltando o foco para condução da política monetária, Marques acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve adotar uma postura ainda mais agressiva na reunião de 11 março, derrubando a Selic em 1,5 ponto percentual.

Segundo o analista, o BC deve focar a dinâmica interna e conter a freada abruta de atividade que derrubou a produção industrial em 14% em dezembro e vem promovendo uma serie de demissões e cancelamento de investimentos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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