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Juros futuros retomam trajetória de baixa, embora com pouca força

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros devolveram parte dos prêmios acumulados nas últimas duas sessões, quando dados de inflação acima do esperado estimularam uma realização de lucros. Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,01 ponto, a 11,12%. Janeiro 2011 ficou estável a 11,56%, e janeiro 2012 apontava 11,90%, baixa de 0,06 ponto.

Valor Online |

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,01 ponto, para 12,64%. O contrato para abril também recuou 0,01 ponto, a 12,276. E julho de 2009 perdeu 0,02 ponto, projetando 11,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 388.350 contratos, equivalentes a R$ 34,74 bilhões (US$ 15,42 bilhões), montante 37% inferior ao observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 166.180 contratos, equivalentes a R$ 15,15 bilhões (US$ 6,72 bilhões).

Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a curva retoma sua trajetória natural de queda, especialmente nos vencimentos mais longos, depois de um repique técnico promovido pelos recentes números de inflação. "A expectativa é de baixa na taxa Selic e ninguém joga contra", resume.

O que aconteceu, segundo Agostini, é que a divulgação da primeira prévia do IGP-M, que virou de deflação para inflação em fevereiro, estimulou um ajuste de posições nas curvas tendo em vista que os prêmios já tinha se achatado bastante.

O economista lembra que outros índices de inflação ainda podem surpreender negativamente, estimulando aumentos nos prêmios de risco, mas nenhum desses indicadores tem força suficiente para mudar o pano de fundo do mercado que é de redução de juros.

Para Agostini, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a Selic em no mínimo 1 ponto percentual no seu encontro de 11 de março. Feito isso, o restante do ciclo fica dependente do comportamento da economia. Por ora, o economista trabalha com dois cenários. No mais conservador, o BC reduz a taxa para 11,25%. E no mais arrojado, a Selic poderia recuar para 10% a 10,5%.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realizou resgate antecipado de Letras do Tesouro Nacional (LTN). Todo o lote de 1 milhão de notas foi colocado, movimentando R$ 985 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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