Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Juros futuros registram mais um pregão de baixa

SÃO PAULO - As projeções do boletim Focus e a inflação abaixo do esperado no atacado garantiram mais um dia de baixa para os contratos de juros futuros. As curvas perdem prêmio com os investidores revendo as apostas quanto à condução da política monetária em 2009.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava queda de 0,15 ponto percentual, para 13,13%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,08 ponto, para 13,52%. Na contramão, janeiro 2012 apontava 13,56%, leve alta de 0,01 ponto, depois de cair a 13,37% na mínima do dia.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava leve baixa de 0,04 ponto, para 13,44%. E julho de 2009 caiu 0,12 ponto, projetando 13,32%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 390.560 contratos, equivalentes a R$ 34,24 bilhões (US$ 13,69 bilhões), 42% menos que o registrado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 192.375 contratos, equivalentes a R$ 16,88 bilhões (US$ 6,75 bilhões).

Os agentes calibram as apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na quarta-feira anuncia sua decisão sobre a taxa de juros. O consenso aponta para manutenção da taxa em 13,75% ao ano, mas os analistas não descartam a possibilidade de juros menores já na primeira metade de 2009. Tal mudança de viés de política montaria aconteceria em função do menor ritmo de crescimento econômico.

Com uma visão um pouco diferente, a Ativa Correta não descarta a possibilidade de o Banco Central retomar o aperto monetário já na primeira reunião de 2009, agendada para 21 de janeiro. O principal motivo dessa estimativa é o comportamento das expectativas de inflação, que seguem muito distantes do centro da meta de 4,5% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009.

Dentro deste cenário, a corretora projeta estabilidade da Selic em 13,75% na reunião dessa semana, mas com uma ata bastante dura, destacando os riscos inflacionários. No documento, segundo a Ativa, o BC ainda deve reforçar que o ciclo de política monetária não precisa ser linear [sem interrupções] e que sairá da parada técnica quando tiver mais previsão dos efeitos da crise na economia real.

Segundo os economistas da corretora, a deterioração da atividade não deve ser suficientemente forte para levar os agentes a projetar inflação próxima do centro da meta em 2009.

Além disso, a alta nos preços administrados já está contratada para o ano que vem. A expectativa pela mediana do mercado é de alta de 5,4% para os administrados. A da corretora é de 5,6%. Com isso, o IPCA ficaria em 5,3% para o próximo ano pelo modelo da corretora, e em 5,2% para a mediana do mercado. "Como estamos com um cenário inflacionário bastante deteriorado, sofrendo ainda impactos da expressiva desvalorização cambial, o repasse destes preços são inevitáveis", aponta a Ativa.

Pelo lado da atividade, a corretora aponta que a desaceleração do crescimento é certa em 2009, mas a magnitude exata ainda é incerta. Tomando como base o Focus de hoje, a expectativa do mercado é de 2,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. A Ativa projeta 3,3%, embora não descarte resultado menor em um ambiente de prolongamento e agravamento da crise.

Na agenda do dia, os agentes tiveram uma surpresa positiva com o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de novembro, que apontou alta de 0,07% e ficou abaixo do piso das estimativas, refletindo a queda nos preços no atacado
Já o boletim Focus, do Banco Central, mostrou redução na expectativa de inflação para 2008 e 2009. O prognóstico para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no fechamento do ano recuou de 6,35% para 6,20%. No encerramento de 2009, a inflação projetada é de 5,20%, contra 5,25%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG