SÃO PAULO - A piora do cenário externo, com novas preocupações com o ritmo de crescimento chinês, está se refletindo na redução dos prêmios de risco embutidos na curva futura de juros, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Uma revisão para baixo do índice dos indicadores antecedentes da China pelo instituto de pesquisas Conference Board afeta os mercados nesta terça-feira. Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 cedia, há pouco, 0,05 ponto percentual, para 11,99%, enquanto os DIs dos primeiros meses de 2013 e 2014 recuavam 0,05 ponto e 0,03 ponto, respectivamente, projetando taxas de 12,07% e 12,08%. Na parte mais curta da curva, por sua vez, o DI com vencimento em outubro de 2010 subia 0,02 ponto, para 10,88%, enquanto o contrato de janeiro de 2011 mantinha taxa de 11,32%. "A revisão do índice chinês está levando à queda dos DIs, com o medo de uma desaceleração mais forte que o imaginado. Na hora em que se tira a temperatura da economia chinesa, vê-se que ela está superaquecida.

SÃO PAULO - A piora do cenário externo, com novas preocupações com o ritmo de crescimento chinês, está se refletindo na redução dos prêmios de risco embutidos na curva futura de juros, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Uma revisão para baixo do índice dos indicadores antecedentes da China pelo instituto de pesquisas Conference Board afeta os mercados nesta terça-feira. Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 cedia, há pouco, 0,05 ponto percentual, para 11,99%, enquanto os DIs dos primeiros meses de 2013 e 2014 recuavam 0,05 ponto e 0,03 ponto, respectivamente, projetando taxas de 12,07% e 12,08%. Na parte mais curta da curva, por sua vez, o DI com vencimento em outubro de 2010 subia 0,02 ponto, para 10,88%, enquanto o contrato de janeiro de 2011 mantinha taxa de 11,32%. "A revisão do índice chinês está levando à queda dos DIs, com o medo de uma desaceleração mais forte que o imaginado. Na hora em que se tira a temperatura da economia chinesa, vê-se que ela está superaquecida. Mas com uma desaceleração mais forte da economia mundial, os DIs não teriam porque subir", pontuou o sócio da Platina Investimentos, Marco Franklin. Apesar da influência externa no mercado brasileiro, Franklin não acredita que a atuação do Banco Central (BC), de aumento dos juros básicos brasileiros, deverá ser interrompida no curto ou médio prazo. "O BC deve continuar sua trajetória, seu plano de voo. Na ata da última reunião do Copom, houve uma sinalização de que elevar a Selic para 11,75% não seria suficiente para trazer a inflação de 2011 para o centro da meta. Se, em seis meses, o cenário de crescimento global realmente se deteriorar, se sinalizar um ´duplo mergulho´, o BC deve analisar se tira o pé do acelerador e rever o planejamento para subir os juros", pontuou. A Platina Investimentos, entretanto, já adianta que não tem como cenário-base uma nova recessão econômica e estima que, ao fim de 2010, a Selic estará entre 12,25% e 12,50%. Embora com peso pouco relevante hoje, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) se desacelerou de 1,19% em maio para 0,85% em junho. (Beatriz Cutait | Valor)

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