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Juros futuros passam por ajuste após surpresa do Copom

SÃO PAULO - O mercado de juros futuros se ajusta ao corte de 1 ponto percentual promovido ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que puxou a Selic de 13,75%, para 12,75% ao ano. A decisão surpreendeu, pois apesar de enxergar espaço para tal redução, a maior parte dos agentes contava com o conservadorismo do BC e manteve a aposta em 0,75 ponto.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,12 ponto percentual, para 11,05%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,08 ponto, a 11,12%. E janeiro 2012 apontava 11,25%, com queda de 0,05 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,63%, retração de 0,19 ponto. O vencimento para março de 2009 perdia 0,18 ponto, projetando 12,62%. E Julho de 2009 caía 0,24 ponto, para 11,70% ao ano.

Decisão tomada, a discussão agora envolve o comunicado, no qual o colegiado disse ter feito parte relevante no movimento de flexibilização da política monetária com tal corte.

Para o analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, com esse tipo de linguagem o BC tenta impor um teto de ação em 1 ponto percentual, e fazer com que o mercado não precifique reduções maiores do que essa.

O especialista também avalia que o BC deixa transparecer que prefere um ritmo menos agressivo para a flexibilização monetária, mas isso não descarta a possibilidade de mais uma redução de 1 ponto percentual. " O ciclo continua e tende a ser agressivo. "
Independentemente do comunicado, Goulart avalia que a autoridade monetária quis surpreender o mercado, dando o corte que estava precificado e mais um pouco, mostrando que não está preso a qualquer amarra.

Até a próxima reunião, em 11 de março, o cenário mudará, afirma o especialista, e a chance de o BC alterar o discurso tanto para agressivo quanto para conservador é grande. " No entanto, como os dados desenham um quadro negativo para a atividade e positivo para a inflação ainda é possível apostar em corte de 1 ponto percentual. "
Ainda de acordo com Goulart, a ata da reunião, que será apresentada na semana que vem, ganha importância pela decisão não ser unânime. Foram 5 votos por 1 ponto e 3 por 0,75 ponto. O documento deve explicar o motivo que levou 3 diretores a votar por uma redução menor.

Na gestão da dívida, o Tesouro tem agendado para hoje leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Séria F (NTN-F). Também acontece resgate antecipado de NTN-Fs.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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