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Juros futuros longos apontam para cima na BM F

SÃO PAULO - Depois de perdas acentuadas ao longo da semana passada, os juros futuros longos passam por realização de lucros e acumulam prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava alta de 0,04 ponto percentual, para 11,63%. O contrato para janeiro 2011 tinha valorização de 0,03 ponto, a 11,70%, e janeiro 2012 apontava 11,82%, aumento de 0,06 ponto.

Valor Online |

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 opera estável a 12,29% ao ano. E o vencimento para março de 2009 não apresentava negócios.

Segundo a economista-chefe da Arkhe Corretora, Inês Filipa, o aumento de prêmio não denota mudança de cenário, pois os dados apresentados hoje vão ao encontro da expectativa de juros menores ao longo de 2009.

A especialista chama atenção para o a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que apontou deflação de 0,31%. Todos dos três componentes (preços no atacado, ao consumidor e construção) caíram na comparação mensal.

Segundo Inês, os índices de inflação em trajetória de baixa e a menor previsão de crescimento da economia contribuem para que o Banco Central faça um ajuste mais forte da taxa Selic na reunião do dia 21 de janeiro.

A especialista aponta que em face dos últimos dados alterou sua previsão de corte na taxa básica de 0,5 ponto para 0,75 ponto percentual. No encerramento do ano, a economia projeta Selic em 12%.

Ainda hoje, os agentes assimilam os dados do boletim Focus, do Banco Central. A expectativa de inflação para 2009 segue em 5%, e a projeção para 2010, que começou a ser divulgada hoje, aponta Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,5%.

O Focus também trouxe mudança na previsão para a taxa Selic no encerramento do ano. A mediana das expectativas aponta taxa básica de 11,75%, contra 12% na semana anterior.

Mesmo esperando juros menores, o prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisado de 2,4%, para 2%. De acordo com Inês, a redução é um pouco acentuada e reflete, basicamente, o fraco desempenho da indústria no final do ano passado.

Para o encerramento de 2010, a Selic estimada é de 11,25%, com crescimento do PIB em 3,8%. A taxa de câmbio projetada é de R$ 2,25.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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