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Juros futuros fecham em alta pelo segundo dia na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um pregão de instabilidade nesta quinta-feira. A tentativa de baixa observada no começo do pregão não se sustentou e os vencimentos voltaram a acumular prêmio de risco pelo segundo dia seguido.

Valor Online |

Ao final da jornada na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,02 ponto, a 11,04%. O contrato para janeiro 2011 ficou estável em 11,46%. E janeiro 2012 apontava 11,80%, valorização de 0,03 ponto.

Na ponta curta, o DI para março subiu 0,02 ponto, para 12,65%. O contrato para abril deste ano, o segundo mais negociado, com 193 mil papéis, ganhou 0,03 ponto, a 12,33%. E julho de 2009 acumulou 0,01 ponto, projetando 11,62%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 587.205 contratos, equivalentes a R$ 53,83 bilhões (US$ 53,83 bilhões), 20% mais do que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 217.730 contratos, equivalentes a R$ 19,82 bilhões (US$ 8,62 bilhões).

Segundo o economista-chefe da consultoria UpTrend, Jason Vieira, as taxas refletem a dúvida sobre o tamanho do corte de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e por quanto tempo o ciclo de redução de juros vai durar.

De acordo com Vieira, por mais que se tenha consenso de afrouxamento na política monetária, não dá para considerar como certo que o Banco Central vai fazer todos os cortes que estão embutidos na curva futura.

O economista pondera que o cenário demanda redução de juros, mas ao mesmo tempo, o BC tem o espaço limitado para tomar as decisões e não pode correr o risco de "queimar cartucho" cortando muito a taxa de juros agora e ficar sem o instrumento de política monetária se a situação piorar no decorrer do ano.

A situação é delicada, pois o contrário também é valido. Uma redução muito forte, agora, pode se mostrar precipitada, caso o cenário estabilize ou acene com início de melhora até o final do ano.

De acordo com Vieira, uma das alternativas é o Banco Central acenar com a realização um ciclo mais duradouro, mas com reduções menos agressivas, para poder avaliar a evolução do cenário.

Na gestão da dívida, o Tesouro Nacional colocou todo o lote de 1,8 milhão de Letras do Tesouro Nacional (LTN), e todo as 500 mil de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) ofertadas, movimentando R$ 3,48 bilhões. No leilão de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), do lote de 300 mil notas, 150 mil foram tomadas, girando R$ 130 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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