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Juros futuros fecham em alta após realização de lucros

SÃO PAULO - Aproveitando a ausência de indicadores na agenda doméstica e o pessimismo nos mercados externos, os agentes realizaram lucros com os contratos de juros futuros, que fecharam a quarta-feira apontado para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Ao final do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava alta de 0,09 ponto, a 11,56%.

Valor Online |

O contrato para janeiro 2011 subiu 0,19 ponto, 11,66%. E janeiro 2012 apontava 11,75%, ganho de 0,21 ponto.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 ganhou 0,02 ponto percentual, para 13,09%, enquanto o DI para julho de 2009 avançou 0,03 ponto, projetando 12,26% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 539.850 contratos, equivalentes a R$ 48,78 bilhões (US$ 21,13 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 198.420 contratos, equivalente a R$ 17,86 bilhões (US$ 7,74 bilhões).

Movimentos como o de hoje não alteram o fundamento do mercado de juros, que segue precificando redução na taxa básica de juros ao longo de 2009. A dúvida entre os agentes fica entre um corte inicial de 0,5 ponto ou 0,75 ponto percentual na Selic.

Para o Barclays Capital, que atualizou seu cenário macroeconômico, o Banco Central deve implementar uma redução total de 3,5 pontos percentuais na taxa básica, trazendo a Selic de 13,75%, para 10,25% em agosto.

Segundo os economistas da instituição, para atingir tal meta de juros, o BC deve realizar quatro cortes de 0,75 ponto percentual e um de 0,5 ponto percentual para fechar o ciclo. " Cortes mais acentuados, de 1 ponto percentual, e Selic de apenas um dígito não podem ser descartados como alternativas " , disse o Barclays Capital em comunicado.

A previsão anterior era de corte inicial de 0,5 ponto, dois movimento de 0,75 pontos, um novo corte de 0,5 ponto e o final do ciclo com redução de 0,25 ponto. Com isso, a Selic cairia de 13,75% para 11%.

A justificativa para a ação mais enérgica do BC é a forte contração da atividade econômica no quarto trimestre de 2008, algo que deve continuar a ser observado nos três primeiros meses de 2009.

Bem mais pessimista que a média do mercado, o Barclays Capital projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,9% em 2009, com inflação em 4,6%, e taxa de câmbio em R$ 2,4.

A inflação em trajetória de baixa e a falta de evidência de contaminação dos preços pela desvalorização do real também contribuíram para o ajuste de previsão do banco.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realizou a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) que ocorre via transferência de títulos. Também aconteceu leilão para resgate antecipado de NTN-B.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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