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Juros futuros devolvem alta e fecham estáveis na BM F

SÃO PAULO - Depois de um movimento de correção de preços no começo do dia, os contratos de juros futuros fecharam o dia próximos da estabilidade. Segundo operadores de mercado, o cenário segue favorável a uma redução de ao menos 0,5 ponto percentual na Selic pelo Banco Central.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, apontava estabilidade a 11,59%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,03 ponto, a 11,64%, e janeiro 2012 marcava 11,76%, sem alteração.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 ganhou 0,01 ponto percentual, para 13,11%, enquanto o DI para julho de 2009 recuou 0,01 ponto, projetando 12,28% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 238.200 contratos, equivalentes a R$ 20,78 bilhões (US$ 9,08 bilhões), cerca de metade do movimentado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 117.880 contratos, equivalentes a R$ 10,59 bilhões (US$ 4,63 bilhões).

Segundo o gestor do Paraty Hedge, Marco Franklin, normalmente, quando o BC inicia um processo de queda de juros não se deve ficar na frente dele, ou seja, não se deve apostar contra.

No caso brasileiro, aponta o especialista, o BC ainda não começou a cortar a taxa, mas como a atividade levou um tranco no quarto trimestre de 2008 e a inflação não mostrou contaminação pela valorização do câmbio, o mercado trouxe a valor presente uma queda bastante forte da taxa de juros.

Segundo Franklin, a atividade está em colapso e sinal evidente disso foi a queda de 5,2% na produção industrial de novembro, pior resultado desde 1995. Para dezembro, as projeções apontam para retração ainda maior, beirando os 7%. "Nunca antes nesse país a produção industrial levou um tranco tão forte como agora", resume, parafraseando o bordão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso, o gestor aponta que os dados de emprego de dezembro não devem ser nada positivos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, deixou escapar que 600 mil vagas foram perdidas durante o último mês de 2008, embora tenha negado posteriormente esta informação.

Partindo de tal cenário, Franklin afirma que faz sentido o Banco Central trazer a taxa básica de juros para baixo em um ritmo menos gradual. "No nosso ver, 0,75 ponto seria um bom passo inicial", avalia.

Ainda de acordo com o gestor, o ciclo de corte de juros deve ser de no mínimo 2 pontos percentuais, mas Franklin não descarta a possibilidade de a Selic recuar até 11,25% ao ano, que é o patamar onde a taxa estava quando o BC começou o processo de aperto monetário em abril do ano passado.

Contribuindo para a expectativa de juros menores, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou deflação de 0,31% para a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

Pelo lado do crescimento, o boletim Focus projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em 2009, contra 2,4% da sondagem anterior.

O Focus também mostra Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5% no fechamento de 2009, taxa de câmbio em R$ 2,3 e Selic a 11,75% em dezembro, queda em comparação com os 12% estimados na semana anterior.

Para 2010, os principais prognósticos são: IPCA em 4,5%, crescimento do PIB de 3,8%, taxa de câmbio em R$ 2,25 e Selic a 11,25%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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