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Juros futuros aparam excessos e fecham em queda

Os juros futuros engataram um movimento forte de queda na tarde de hoje, no qual os principais contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) atingiram as taxas mínimas do dia pouco antes do fim da sessão regular da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O movimento mais firme foi atribuído pelos operadores às notícias positivas, como a de que o Tesouro Nacional realizará novamente amanhã leilões simultâneos de compra e de venda de Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F) e de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria discutindo um pacote de empréstimos com vários países.

Agência Estado |

Ao fim da sessão, o DI com vencimento em janeiro de 2010, que movimentou pouco mais de 358 mil contratos, encerrou com taxa de 15,74% ao ano, de 16,22% ontem, com máxima de 17,72% e mínima de 15,65% anuais. O DI de janeiro de 2009, com 223 mil contratos, terminou na mínima de 14,15% ao ano, de 14,45% ontem, e na máxima atingiu 14,60%. O DI de janeiro de 2012, com cerca de 114 mil contratos, recuou de 17,43% ao ano ontem para 16,85% ao ano hoje, com máxima de 18,93% e mínima de 16,62%.

O quadro do fechamento, no entanto, foi o oposto visto pela manhã, quando o mercado abriu dando seqüência ao pânico de ontem. Os DIs mais negociados voltaram a bater no limite de alta, em meio aos persistentes rumores de execução de garantias e liquidação compulsória de instituições pela BM&F.

O dólar chegou a romper a marca de R$ 2,50 logo pela manhã. Dessa maneira, não houve condições para a realização dos leilões de venda tradicionais do Tesouro, que cancelou a operação prevista no cronograma. A partir do meio da manhã, a alta dos juros futuros perdeu um pouco de força com a informação de que o Banco Central implementará um programa de venda de contratos de swap cambial no valor de até US$ 50 bilhões. Adicionalmente aos leilões de venda de moeda no mercado à vista e também de contratos de swap cambial realizados pelo BC, a moeda americana inverteu a alta e recuava cerca de 3%, cotada na casa de R$ 2,30.

Além disso, ajudou a aliviar o mercado, ainda pela manhã, o anúncio do Tesouro sobre leilões simultâneos de compra e de venda de NTN-F com vencimento em janeiro de 2012, de 2014 e de 2017, com o objetivo de "promover parâmetros de preços" ao papel, que estavam muito distorcidos recentemente. A instituição fez as operações no início da tarde, mas não aceitou propostas para a venda, cuja oferta era de até 1,5 milhão de NTN-F. Na compra, adquiriu pouco mais de 271 mil títulos, da intenção inicial de comprar até 1,5 milhão. À tarde, o anúncio de nova operação similar a ser feita amanhã acabou ajudando a colocar os juros futuros no rumo de queda.

Também, segundo operadores, foi bem recebida a informação de que o FMI estaria negociando pacotes de ajuda com vários países. O Fundo disse que está discutindo potenciais pacotes de empréstimos com a Hungria, Paquistão e Bielo-Rússia e estima que tem mais de US$ 250 bilhões em fundos disponíveis para empréstimos.

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