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SÃO PAULO - A taxa média de juros cobrada em São Paulo nos empréstimos pessoais subiu de 5,76% ao mês em setembro para 6,04% ao mês em outubro, conforme pesquisa da Fundação Procon-SP com dez importantes bancos de São Paulo. Segundo o levantamento, este é o maior nível médio já atingido por essa modalidade de financiamento desde junho de 2003, quando a média foi de 6,22% a ao mês.

A escalada de 0,28 ponto percentual na taxa média cobrada nas dez instituições pesquisadas pelo Procon-SP foi puxada principalmente pelo salto de 2,05 pontos percentuais nas taxas cobradas pelo Banco Real, que elevou os juros de 5,90% ao mês em setembro, para 7,95% ao mês em outubro. Com isso, o Banco Real passa a ser a instituição com a mais alta taxa para empréstimo pessoal em São Paulo.

Outros bancos também promoveram alterações em sua taxa de juros entre os meses de setembro e outubro, elevando ainda mais a média nacional dos empréstimos pessoais. O Safra foi um deles, elevando suas taxas de 5,90% para 6,90% ao mês neste período (+1,0 ponto percentual). No Itaú, a elevação foi de 0,25 ponto percentual, de 6,64% para 6,89% mensais. Safra e Itaú somam-se ao Banco Real na lista das três instituições com as mais elevadas taxas do mercado em São Paulo. O Banco do Brasil também promoveu elevação em sua taxa de juros. A elevação foi de 0,02 ponto percentual, passando de 6,48% para 6,50% aao mês.

O Bradesco foi o único banco a baixar sua taxa de juros para empréstimo pessoal neste período, de 5,93% para 5,47% ao mês, o que significa um decréscimo de 0,46 ponto percentual entre setembro e outubro. A Caixa Econômica Federal (4,49% a.m.), o HSBC (4,82% a.m.) e a Nossa Caixa (4,90% a.m.) detêm as taxas mais baixas para empréstimos pessoais em outubro.

A pesquisa do Procon-SP também apurou nesse período a primeira variação negativa (-0,06 ponto percentual) na taxa de juros média para cheque especial depois de seis meses consecutivos de altas. Em outubro, a média cobrada pelos dez principais bancos que atuam em São Paulo ficou em 8,96% ao mês. O recuo foi puxado pelo Bradesco, que baixou suas taxas de 8,58% para 8,05% mensais (recuo de 0,53 ponto percentual), e pelo Safra, que reduziu os juros de 12,30% para 11,79% ao mês (recuo de 0,51 ponto percentual).

O recuo na média dos juros teria sido mais significativo se não fossem as altas promovidas pelo HSBC (+0,26 ponto percentual, para 8,91%), Itaú (+0,10 ponto percentual, para 8,75%) e Banco do Brasil (+0,06 ponto percentual, para 8,62%).

Conforme o Procon-SP apurou, em outubro, os bancos de São Paulo com as taxas de juros mais baixas para cheque especial são Caixa Econômica Federal (7,98%), Bradesco (8,05%) e Unibanco (8,39%). Já as instituições financeiras que mais cobram pelo uso do cheque especial são o Safra (11,79%), o Banco Real e o Santander (ambos com 9,28%).

A pesquisa do Procon-SP leva em conta os dados apurados em dez bancos em São Paulo: Banco do Brasil, Banco Real, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Safra, Santander e Unibanco. Para tornar a avaliação uniforme, o Procon-SP considera as taxas máximas pré-fixadas para clientes não-preferenciais. O período analisado para os financiamentos do tipo empréstimo pessoal é de 12 meses, e do cheque especial, 30 dias.

(Adilson Fuzo | Valor Online)

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