O relatório trimestral de inflação e a pesquisa Focus, ambos do Banco Central, a deflação de 0,74% do IGP-M em março superior às estimativas e, no exterior, o tombo do petróleo, desenharam um cenário benigno para a inflação no curto e médio prazos no País. Os contratos futuros do petróleo em Nova York devolveram quase todos os ganhos das últimas duas semanas e caíram 7,58%, para US$ 48,41 o barril, em meio a receios sobre a demanda pela commodity.

No relatório de inflação, chamou atenção a redução da expectativa do BC para o PIB em 2009, de 3,2% para 1,2%, número considerado ainda otimista pelos analistas. Diante disso, os juros futuros recuaram, após terem subido na sexta-feira, com exceção dos vencimentos longos, que avançaram. A taxa para julho de 2009 cedeu a 10,32%; e a de janeiro de 2010, para 9,72%.

O juro de janeiro de 2012 subiu a 10,74%, pressionado pela aversão ao risco que derrubou as bolsas pelo mundo e pressionou o dólar. Os investidores estão preocupados com a saúde dos bancos e a sobrevivência das montadoras norte-americanas. A Bovespa caiu 2,99%, aos 40.653,13 pontos. O dólar seguiu em alta e ultrapassou os R$ 2,30, cotado a R$ 2,331 (1,70%) no balcão.

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