SÃO PAULO - Os juros cobrados pelos bancos nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial continuam estáveis em abril, de acordo com levantamento mensal da Fundação Procon-SP. O percentual médio do empréstimo pessoal, de 5,17%, permanece estacionado desde novembro de 2009, enquanto a taxa média do cheque especial, de 8,79%, é a mesma desde janeiro.

SÃO PAULO - Os juros cobrados pelos bancos nas operações de empréstimo pessoal e cheque especial continuam estáveis em abril, de acordo com levantamento mensal da Fundação Procon-SP. O percentual médio do empréstimo pessoal, de 5,17%, permanece estacionado desde novembro de 2009, enquanto a taxa média do cheque especial, de 8,79%, é a mesma desde janeiro. Apesar de a taxa do empréstimo pessoal ter ficado estável na média mensal por arredondamento de casas decimais (a taxa anual equivale a 83,06% ao ano), houve uma alteração entre os dez bancos pesquisados pelo Procon-SP: o Bradesco reduziu a taxa de empréstimo pessoal de 5,37% para 5,34% ao mês. As menores taxas para empréstimo pessoal foram as da Caixa Econômica Federal, de 4,39%, e do Banco do Brasil e Nossa Caixa, de 4,48% mensais. As maiores, do Itaú Unibanco (5,86%) e do Santander-Real (5,63%). No cheque especial, nenhuma das instituições financeiras alterou as taxas, cuja média corresponde a 174,74% ao ano. A Caixa Econômica Federal continua com o menor juro de cheque especial dentre as dez instituições, de 6,75% mensais, enquanto os juros mais altos são do Safra (12,30%) e de Real e Santander (9,38%). Em nota, os técnicos do Procon-SP dizem que os bancos estão mantendo a cautela, aguardando os próximos passos do Banco Central (BC) à respeito do juro básico Selic - que permanece em 8,75% anuais desde julho de 2009. Isso porque a perspectiva de elevação da taxa básica tem reflexo sobre as taxas futuras, elevando o custo de captação dos bancos e encarecendo, desta forma, o crédito ao consumidor. Ainda nas palavras do Procon-SP, é consenso, no Banco Central, a necessidade de elevar os juros para conter a inflação, e isso deve ocorrer em abril."Também é consensual a decisão de elevar a taxa na mesma intensidade em que caminhar o cenário inflacionário", acrescenta a entidade, em nota. A pesquisa realizada pelo Procon no dia 1º de abril analisou as operações do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. (Karin Sato | Valor)
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