O consumidor está pagando duas vezes a conta da escalada da inflação: uma, nos preços dos produtos básicos que compra nos supermercados e, outra, nas taxas de juros cobradas pelos bancos. Pesquisa da Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP) mostra que as taxas de juros do empréstimo pessoal e do cheque especial subiram neste mês na comparação com o anterior, seguindo a alta da taxa básica de juros, a Selic, para conter o avanço da inflação.

Em julho, a taxa média de juros do cheque especial em dez bancos pesquisados ficou em 8,83% ao mês com elevação de 0,10 ponto porcentual na comparação com junho. Ao ano, a taxa do cheque especial está 176,14%, muito acima da taxa Selic, hoje em 12,25% ao ano. No caso do empréstimo pessoal, a média mensal dos dez bancos pesquisados este mês foi de 5,67%, com um acréscimo de 0,06 ponto porcentual em relação a junho. Anualizada, a taxa chega a 93,90%.

"Desde janeiro, as taxas cobradas do consumidor nos empréstimos pessoais estão em trajetória ascendente. No cheque especial, a alta ocorre desde março", observa Cristina Rafael Martinussi, técnica da Fundação Procon-SP. Ela destaca que, de janeiro a julho, o acréscimo nos juros nessas duas modalidades de financiamentos foi muito superior ao aumento da taxa Selic em igual período. Enquanto a taxa básica de juros já subiu 1 ponto porcentual, passando de 11,25% ao ano para 12,25%, a taxa anual dos empréstimos pessoais aumentou 6,87 pontos porcentuais, de 87,03% ao ano em janeiro para 93,90% ao ano em julho. No caso do cheque especial, o acréscimo foi ainda maior. Em janeiro, a taxa média anual dessa modalidade de financiamento estava em 157,73% e hoje atingiu 176,14%. A elevação no período foi de 18,41 pontos porcentuais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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