O mercado de juros chega ao dia da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central dividido sobre se a taxa Selic, que está em 8,75% ao ano, será elevada hoje ou somente em abril. Ontem, a curva de juros precificava 54% de possibilidade de uma elevação de 0,50 ponto porcentual no juro básico hoje.

Os investidores correram para ajustar posições.

O volume transacionado concentrou-se nos vencimentos curtos, principalmente no de abril de 2010, que teve mais de 2 milhões de contratos negociados. Ainda que este vencimento seja curto o bastante para exigir do investidor a negociação de grandes lotes para obter algum ganho, é fato que esse movimento refletiu as expectativas com o resultado desta que pode ser a última reunião de Henrique Meirelles na presidência do Banco Central.

O único indicador local divulgado foi o IPC-S, da Fundação Getúlio Vargas. O índice subiu 0,93% até a quadrissemana encerrada em 15 de março, ante 0,88% no período anterior, e refletiu um cenário de inflação mais intensa em alimentos e o fim da queda nos preços de vestuário.

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve de manter a taxa básica de juros (Fed Fund) entre zero e 0,25% ao ano não influenciou os negócios por aqui. No comunicado que acompanhou a decisão, o Fed manteve a frase de que os juros continuarão "excepcionalmente baixos" por um "período prolongado". Os contratos futuros de Fed Funds passaram a embutir chances menores de alta do juro básico no país para 0,50% no segundo semestre deste ano.

No final, as taxas futuras no mercado local mostraram pequena oscilação ante o dia anterior. O vencimento de abril de 2010 apontou 8,84%; o de maio de 2010, 8,91%; e o de julho de 2010, 9,36%.

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