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Juro mais alto afetará pouco o crédito do Itaú em 2009, diz diretor

SÃO PAULO - O aperto monetário iniciado em abril pelo Banco Central (BC) deverá resultar em uma pequena retração na oferta de crédito em 2009, pelo menos para o Itaú. Nas contas do banco, que apresentou hoje seus resultados referentes ao segundo trimestre, a carteira de empréstimos irá crescer algo próximo a 25% no ano que vem, contra uma expansão de 30% esperada para este ano.

Valor Online |

De acordo com o diretor de Controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho, o impacto do juro maior sobre a demanda por crédito será, em certa dose, amenizado pelo nível de endividamento da população, que ainda está baixo, ou seja, poderá absorver boa parte da oferta de empréstimos.

Já o crescimento econômico deverá sofrer mais com o aumento da Selic, na avaliação do Itaú. O banco projeta um crescimento de apenas 3,1% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, contra uma expectativa entre 4,3% e 4,5% para este ano.

As projeções estão baseadas na continuidade do processo de elevação da Selic, o que é praticamente consenso no mercado. De acordo com o Itaú, a taxa deverá fechar 2008 em 14,25% ao ano.

Ao final do segundo trimestre deste ano, a carteira de crédito do Itaú estava em R$ 148,1 bilhões, uma alta de 41,3% em relação ao mesmo período de 2007. O maior crescimento ficou com as pequenas e médias empresas, cuja carteira avançou 66,2%, para R$ 29,7 bilhões. O crédito para as grandes companhias, que voltaram a acessar os bancos nacionais em razão da crise nas bolsas, cresceu 36,4%, para R$ 39,5 bilhões.

Já nas pessoas físicas, a carteira de crédito do Itaú somou R$ 62,2 bilhões, o que representa um salto de 38,3% em um ano. Os veículos, mais uma vez, foram destaque, com alta de 61,7%, para R$ 36 bilhões, enquanto que o crédito pessoal somou R$ 15,1 bilhões, com avanço de 9,2%.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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