As empresas brasileiras começam a diminuir o ritmo dos investimentos, temendo uma desaceleração da economia. Um dos motivos da perda de fôlego da atividade econômica seria a elevação dos juros.

Pesquisa feita em junho pela Serasa revela que o número de empresas que pretendem ampliar os investimentos caiu em relação ao verificado no mesmo período do ano passado. Das 636 empresas consultadas em todo o País, 53% disseram que vão ampliar investimentos este ano, ante 58% em 2007.

Essa tendência vai ficar reforçada hoje, caso se confirme a expectativa do mercado de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncie um novo aumento da taxa básica de juros (Selic). De acordo com o boletim Focus, divulgado anteontem pelo BC, analistas de mercado esperam que seja mantida a "dosagem" do aumento dos juros, de 0,5 ponto porcentual, como ocorreu nas duas últimas reuniões do comitê. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.

"As empresas adotaram uma postura mais cautelosa em relação aos investimentos futuros porque sabem que o novo ciclo de aumento das taxas de juros vai contra a demanda", diz Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, que coordenou a pesquisa. O apetite do empresariado para investir começou a esfriar depois que o BC apertou a política monetária, em abril. "Por que iríamos investir agora, se exportar com esse câmbio não vale a pena e a perspectiva para o mercado interno é de desaceleração?", pergunta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Vitopel, maior fabricante de embalagens plásticas flexíveis da América Latina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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