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Juro futuro sobe na BM F após ata do Copom

A projeção dos juros a partir dos contratos futuros de depósitos interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) está em alta, nos primeiros negócios fechados esta manhã após a divulgação da ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em que elevou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano. Em reação ao documento do Copom, que confirma a posição do Banco Central à frente da curva, os juros mais longos, com vencimentos a partir de janeiro de 2011, reagiram inicialmente em queda, enquanto os mais curtos operam perto da estabilidade.

Agência Estado |

Às 10h24, o DI com vencimento em janeiro de 2009 projetava taxa de 13,71% ao ano, ante 13,70% no fechamento de ontem à tarde. O DI de janeiro de 2010 está em 14,89% ao ano, ante 14,84% de ontem; o DI de janeiro de 2011 projetava 14,56% ao ano e o DI de janeiro de 2012, 14,17% ao ano.

A percepção de operadores é que, no documento, o BC mostrou-se mais preocupado com o descompasso entre oferta e demanda, com o risco de repasse de inflação no atacado à inflação ao consumidor, e que por isso a desaceleração recente dos Índice de Preços ao Consumidor (IPCs) ainda não garante alívio. E, diante do quadro internacional, o setor externo ajuda menos a amenizar essa equação, porque os preços dos importados também estão subindo. Ao advertir para o perigo desse quadro, o Copom mostra-se disposto a agir para fazer a inflação voltar a convergir para a trajetória das metas "tempestivamente", ou seja, já em 2009. E, para isso, poderá tornar-se, inclusive, mais conservador.

Assim, a postura do BC reforça a credibilidade da política monetária e provoca a reação clássica no mercado de juros, a de derrubar as taxas de longo prazo. Mas, passada a reação inicial ao documento, o mercado deve voltar-se aos ajustes técnicos e, dependendo da evolução do petróleo e do humor externo, não se pode descartar realizações de lucro. Ontem, investidores estrangeiros agiram com força na ponta vendedora e, hoje, podem aproveitar a queda das taxas para zerarem essas posições.

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