Assim que o dólar comercial reagiu ao anúncio do Banco Central de um programa de venda de swap (troca) cambial de US$ 50 bilhões, as projeções dos juros também mostraram alívio nos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). As taxas continuam em alta forte, mas se afastaram dos níveis máximos de oscilação, testadas algumas vezes esta manhã.

A queda do dólar esta manhã foi brusca e forte nas cotações. Às 11h16 (de Brasília), o dólar comercial caía 3,78%, a R$ 2,29, na cotação mínima do dia até o momento, após abertura em alta de mais de 5%, a R$ 2,50. No mesmo horário, o contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2012, que operava ao redor de 18,93% ao ano, na máxima, recuava para 18,20% ao ano. E o DI de janeiro de 2010, que na máxima foi a 17,72% ao ano, projetava taxa de 17,30%, no mesmo horário.

Porém, esse movimento de desaceleração, não põe fim ao estresse que pressiona o mercado futuro de juros. Segundo operadores, as ordens de "stop loss" (para conter prejuízo) ainda prosseguem, diante da forte elevação dos juros nos últimos dias. Para se ter uma idéia, o DI de janeiro de 2012 saiu de uma taxa de 15,68% ao ano no fechamento de segunda-feira (dia 20) e, hoje, chegou à máxima de 18,93%.

"Ninguém está agüentando tamanhas perdas e o que causa o crash no mercado é que todo mundo opera na mesma direção", define o economista da CM Capital Markets, Tony Volpon.

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