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Juro bancário médio sobe e volta ao patamar de abril de 2007

BRASÍLIA - O juro médio cobrado pelos bancos retornou em junho ao patamar verificado em abril de 2007, situando-se em 38% ao ano. A maior taxa média foi a cobrada em operações de pessoas físicas, de 49,1%. O cheque especial teve o custo elevado para 159,1% anuais, o maior nível desde agosto de 2003 quando chegou a 163,9%. Por outro lado, a taxa geral para as empresas recuou 0,3 ponto percentual sobre maio, para 26,6% anuais.

Valor Online |

Por efeito da nova trajetória de alta da taxa básica de juros (Selic), as instituições elevaram o custo de captação e também o spread - o diferencial entre o custo de captação e o dos empréstimos.

O custo médio que os bancos pagam para captar recursos junto ao público subiu 0,4 ponto no mês, para 13,5% ao ano.

O repasse do custo mais elevado na captação foi para as linhas a pessoas físicas, cujo spread aumentou 1,2 ponto sobre o mês anterior, atingindo 34,7% ao ano na média. Para as empresas, o spread foi reduzido em 0,6 ponto, saindo de 14,5% para 13,9% anuais, o que levou à queda no juro a esse segmento.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, comentou que a oscilação nas taxas é consequência de custos diferenciados praticados pelos bancos em cada modalidade de crédito. A concessão de recursos numa linha mais cara de uma instituição vai se refletir na média geral, avaliou.

Segundo ele, o aumento de 3 pontos percentuais na taxa do crédito pessoal seria consequência desses movimentos pontuais. A taxa passou de 48,4% ao ano em maio para 51,4% em junho. Essa modalidade foi a que teve maior elevação de spread no mês, de 2,5 pontos percentuais, seguida pelo cheque especial com aumento de 1,8 ponto no spread.

Nos empréstimos a empresas, apenas a conta garantida, que equivale ao cheque especial, teve incremento na taxa em junho, de 2,4 pontos, atingindo 68,8% ao ano. O juro médio das linhas de capital de giro caiu 0,9 ponto sobre maio para 30,4%, e no desconto de promissória a taxa recuou 2 pontos percentuais para, 49,3%.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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