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Juro ao consumidor varia até 1.589%, segundo ranking do BC

As taxas de juros cobradas do consumidor brasileiro podem variar até 1.589% dependendo do banco financiador.

Agência Estado |

Segundo ranking do Banco Central (BC), a maior disparidade é verificada na modalidade de crédito para aquisição de bens, em que as taxas médias variam de 0,66% a 11,15% ao mês.

Nesse ranking, estão 52 instituições financeiras de pequeno, médio e grandes portes. Os bancos oficiais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, aparecem nas 5ª e 12ª colocações, com taxas de 1,92% e 2,73%, respectivamente.

A segunda maior diferença foi verificada nas linhas de crédito pessoal, com juros entre 1,69% e 25,44% - variação de 1.405%.Trata-se da categoria com maior oferta no mercado. No total, 97 instituições oferecem essa linha ao consumidor. Nessa modalidade, Caixa e BB ocupam as 21ª e 35ª posições, com taxas de 2,6% e 2,8% ao mês, respectivamente.

No cheque especial, as diferenças variam de 1,97% a 10,13% ao mês. O financiamento de veículo apresentou a menor disparidade, de 1,49% a 5,27%. Uma das explicações está no baixo índice de inadimplência por causa da regra que permite a retomada do bem em caso de não pagamento das parcelas.

Todas essas informações podem ser conferidas no site do Banco Central (www.bcb.gov.br). Logo na página principal há um link chamado Taxas de juros de operações de crédito. Basta clicar na modalidade de empréstimo que preferir. Todas as taxas médias estão ordenas da menor para a maior.

A instituição apresenta ranking das modalidades de crédito para pessoa física (cheque especial, crédito pessoal, aquisição de veículos e aquisição de bens) e para pessoa jurídica (desconto de duplicatas, capital de giro prefixado, conta garantida, aquisição de bens e capital de giro flutuante). No caso de pessoa jurídica, a disparidade entre as taxas chega a variar 3.753%.

O BC já divulgava dados relativos ao juro médio nas 25 linhas de crédito mais comuns. "Mas as informações eram muito extensas e o cidadão que buscava a informação ficava um pouco perdido", admitiu Anthero Meirelles, diretor do BC. Agora o acesso está mais fácil.

A iniciativa do BC é uma tentativa de incentivar o aumento da concorrência entre os bancos e a queda do custo do crédito. A medida, segundo o diretor da autoridade monetária, vai facilitar a comparação dos juros pelos clientes.

De acordo com os dados, os bancos públicos ainda cobram juros relativamente elevados nas principais operações de crédito. Embora não cobrem os juros mais altos e com maior frequência pratiquem taxas melhores que grandes bancos privados - como Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander -, BB e Caixa ainda têm bastante terreno para avançar.

O Palácio do Planalto tem pressionado para os bancos públicos liderarem a queda nos juros e forçarem o mercado a trabalhar com taxas mais baixas, mas fontes do próprio governo reconhecem que eles "não têm se mostrado muito eficientes nisso". Há uma irritação especial com o BB que, na visão de algumas fontes, opera como um banco privado.

A questão das taxas de juros de mercado dos bancos é hoje um dos temas de maior preocupação no governo. Segundo uma fonte palaciana, os "bancos estão com o filme queimadíssimo no Planalto", por conta da elevação dos juros nos últimos meses e redução do ritmo de empréstimos, sob a justificativa da crise internacional. Na semana passada, em reunião com governadores do Norte e Nordeste, o presidente Lula chegou a dizer: o "spread é uma vergonha internacional".

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